The Jerusalem PostFamilies of American October 7 victims call for US congressional inquiry into massacreESPN DeportesRooney, duro con CR7 por su salida de PortugalESPNWR Harrison will make debut for Texans on Sunday in London, Ryans saysRTP DesportoCarlos Vicens alerta para dificuldades e ambiente do estádio do CopenhagaDaily MaverickIN THE DOCK: Sibiya wiped phones before arrest, court hears, as alleged victims oppose bailZDF heuteEntdecken Sie das ZDF-NachrichtenstudioPremium TimesWAFU B U-17 Qualifiers: Nigeria’s Golden Eaglets lose to Niger in opening gameCBS NewsData center builder offers Kansas town residents $10,000BillboardRandy Rainbow Quotes Jay-Z’s ’99 Problems’ in RFK Jr.-Roasting New Song Parody: ‘The Worms in His Brain Clearly Drove Him Insane’SDP EspectáculosKennedy Suarez enfrenta señalamientos por su relación con RJ Mitte東洋経済オンライン300円貯金でまさかの「ガルバ通い」する76歳…"興味の数珠つなぎ"で見えてきた、人も自分も幸せになる「お金の使い方」 | ライフ | 東洋経済オンラインRolling StoneZach Bryan Announces ‘Young Manhood and Other Donatable Organs’ Tour Across North America and Australia
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, October 14, 2026

Estrela do indie-pop, Rachel Chinouriri abre o coração em novo álbum

Translate

Em ‘I Think I Spoke Too Soon’, a cantora e compositora britânica reavalia como quer ser tratada em todos os tipos de relacionamento, sobretudo naquele que mantém consigo mesma

Rolling Stone

COMPARTILHE WhatsApp Icon Facebook Icon Flipboard Gmail
Rachel Chinouriri no Daisy Chain Fields Festival 2026
Rachel Chinouriri no Daisy Chain Fields Festival 2026 (Foto: Monica Schipper/Getty Images)

Há um vazio em torno do solo de guitarra em “Shiver“, uma faixa profunda e envolvente do segundo álbum de estúdio da queridinha do indie-pop britânico, Rachel Chinouriri. A produção é, ao mesmo tempo, distante e avassaladora, refletindo a turbulência interior da artista de 27 anos. Ela se sente sozinha novamente, assombrada por memórias, e é como se suas palavras se dissolvessem no ar antes de alcançar qualquer ouvinte. Ainda assim, ela canta: “A vida continua, e continua, e continua”. Mas como ela quer que essa vida seja?

Chinouriri percebe que precisa fazer algumas mudanças em I Think I Spoke Too Soon. Isso se reflete no aumento do BPM ao longo do disco, uma mudança ousada em relação à sua estreia, What a Devastating Turn of Events (2024). Ela passa a maior parte do álbum fisicamente na pista de dança — às vezes o lugar mais solitário possível, não importa o quão lotado esteja —, embora mentalmente esteja imersa em seus próprios pensamentos. Mas as maiores mudanças surgem à medida que ela reavalia como deseja ser tratada em todos os tipos de relacionamento, especialmente naquele que mantém consigo mesma.

A última vez que ouvimos Chinouriri, no EP Little House (2025), seu mundo estava repleto de amor; ela fantasiava sobre um futuro de domingos tranquilos e sobre construir uma vida a partir dos momentos mais cotidianos. Há um vislumbre disso em “AAAHHH!!!”, uma faixa de indie rock que é, ao mesmo tempo, ansiosa e apaixonada; mas, acima de tudo, Chinouriri tenta diminuir a distância entre as verdades percebidas — de que ela tem o relacionamento, a carreira e qualquer outra combinação de ingredientes capaz de gerar felicidade — e a realidade teimosa de que ela ainda se sente profundamente triste.

“Tenho a pele grossa, mas os cortes de papel ainda me atingem aos montes”, canta Chinouriri em “Crash This Car”, resumindo perfeitamente o álbum. Em “Broken Chair”, ela se divide em duas para retratar o que a levou à sobriedade. “Diga-me o que fiz, não consigo me lembrar / Como a minha melhor metade, não posso defendê-la”, ela canta. “Ela está vomitando na sarjeta / Está ficando muito difícil amá-la.” Ela revisita essa preocupação ao longo do álbum, avaliando a si mesma à distância. “Ela nunca esteve com uma aparência melhor”, observa em “One Song Away From Crying”. “Ela nunca se sentiu pior.”

E, no entanto, ela nunca soou tão bem — sua voz é como seda, suave em contraste com as revelações mais ásperas. Sua composição carrega uma franqueza nitidamente evoluída, o que é um feito notável para alguém tão deliberadamente exposta quanto Chinouriri. “The Good Fight” é um ponto alto da carreira; sua distorção etérea embaralha pensamentos de irritação, arrependimento e autodestruição.

“Você gosta de não conseguir se lembrar de ontem?”, ela questiona. “Ou será que eu gosto do gosto de bile enjoativa e das dores de estômago?” Seu instinto para confissões intensas chama a atenção para as músicas que ela aborda de forma mais leve, como “Baby Steps” e “Pretty Girls”.

Ainda assim, Chinouriri não apresenta sua incursão pela música dançante repleta de sintetizadores como um mero disfarce para sua tristeza, solidão e desespero. Mesmo as instrumentações mais grandiosas e bombásticas — como a virada de bateria em “Parasite”, que remete a Phil Collins — carregam uma melancolia inerente. Não há um brilho artificial quando ela canta “Se você não me amava naquela época, ame-me agora, só para que eu possa sentir isso”, sobre uma produção industrial trêmula na faixa “Make Believe“. I Think I Spoke Too Soon é fantástico, mas nunca desconectado da realidade.

+++ LEIA MAIS: Os concorrentes ao Grammy de Canção do Ano de 2027 devem ser predominantemente mulheres

View the original on Rolling Stone Brasil →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.