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Wednesday, September 23, 2026

Trump se reúne com Delcy Rodríguez pela 1ª vez desde a captura de Maduro

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O presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na noite desta terça-feira (22), o primeiro encontro entre ambos desde que forças americanas capturaram o ditador Nicolás Maduro em uma operação realizada em janeiro.

A delegação venezuelana, que inclui o vice-presidente da área econômica, o ministro do Petróleo e autoridades da estatal petrolífera PDVSA, concentra-se em apresentar o país como um destino atraente para investimentos, disseram à Reuters duas pessoas próximas à delegação.

O encontro reservado, durante uma recepção oferecida por Trump na Assembleia Geral da ONU, aconteceu durante a primeira viagem de Rodríguez aos EUA desde que assumiu o cargo. Ela deve discursar na Assembleia Geral nesta quarta-feira (23).

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Uma autoridade da Casa Branca informou que a reunião com Rodríguez contou com a presença do presidente Trump, do secretário de Estado Marco Rubio, do secretário do Tesouro Scott Bessent, da chefe de gabinete da Casa Branca Susie Wiles e de Stephen Miller, assistente do presidente e vice-chefe de gabinete para políticas.

Trump construiu uma relação de trabalho com Rodríguez, que atuou como vice-presidente de Maduro. No entanto, críticos afirmam que Washington deixou de lado a oposição liderada por María Corina Machado, abandonando as exigências por eleições livres em favor de acordos de petróleo e investimentos com o governo interino.

Um pequeno grupo de venezuelanos protestou em Nova York na terça-feira, exigindo a realização de eleições.

Em seu discurso na Assembleia Geral na manhã de terça-feira, Trump classificou Maduro como um "ditador fora da lei", afirmou que centenas de presos políticos foram libertados desde a captura dele e apontou a operação como prova de que os EUA usariam seu "poderio militar inigualável" para proteger seus interesses no Hemisfério Ocidental.

"Ao vencedor pertencem os espólios", disse ele, descrevendo um acordo petrolífero firmado por sua administração com Caracas no mês passado como "talvez o maior negócio já realizado". Trump declarou que deseja atrair US$ 100 bilhões em investimentos para a indústria petrolífera da Venezuela.

Rodríguez chegou a Nova York na segunda-feira (21) com uma delegação que tem realizado conversas sobre energia, mineração e dívida com autoridades americanas, credores multilaterais e empresas, segundo fontes.

O presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) trabalha para obter a aprovação de um empréstimo de US$ 2,5 bilhões para a Venezuela, mas tem enfrentado resistência de alguns membros do conselho da instituição.

Manifestantes exigem eleições

Mais cedo, na terça-feira, mais de 50 manifestantes reuniram-se em frente à sede da ONU para protestar contra a presença de Rodriguez, agitando bandeiras da Venezuela e carregando cartazes com frases como "Sem Voto, Sem Petróleo" e "Cara Nova, Mesmo Regime".

Muitos afirmaram querer que Trump pressionasse pela realização de eleições livres no país sul-americano.

Os manifestantes cantaram o hino nacional da Venezuela e gritaram palavras de ordem como "Delcy, eu juro, você vai para o Brooklyn com Maduro" — uma referência à prisão federal localizada no bairro do Brooklyn, em Nova York (situado do outro lado do rio East em relação à ONU), onde o antecessor dela está detido aguardando julgamento por acusações de tráfico de drogas.

"Por um lado, é revoltante ver parte do regime reunindo-se com autoridades do atual governo deste país, mas também não há dúvida de que, graças a este governo, hoje estamos um passo mais perto da liberdade", disse Miguel Eduardo Martinez, um gerente de mídias sociais de 34 anos que deixou Caracas em 2017.

"Delcy Rodriguez não nasceu em 3 de janeiro de 2026. Delcy Rodriguez está ligada à ditadura chavista há mais de 20 anos. Ela tem sido cúmplice", disse Cesar Coello, que carregava um cartaz retratando Rodriguez vestindo um uniforme de presidiário laranja.

Coello disse esperar que Trump e Rodriguez discutissem a realização de eleições em breve.

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