InquirerP500 hike in gov’t workers’ allowance ‘an insult’ESPNDart to have surgery, miss regular season; Harbaugh won't rule out playoffsPunchStocks hit record high as market cap reaches N163tnThe Jerusalem PostUkrainian foreign minister says he discussed keeping tension low with Iranian counterpartESPN DeportesOhtani conecta un hit en su regreso tras lesiónBollywood HungamaShah Rukh Khan leads India’s richest actors with Rs 10,000 crores net worth; despite Rs 2,490 crores drop in estimated wealthSözcüFon skandalında düğüm noktası... Fon parasına gerçekte kim yön verdi?Variety‘No One Achieves Anything Alone’: Inside Variety’s Power of Women Event With Jennifer Hudson, Sharon Stone, Pearlena Igbokwe and Melissa McCarthyThe Sydney Morning HeraldLachie Neale tribunal appeal LIVE: New twist as Lions star attempts to overturn grand final suspensionMintIs Trump’s 100% tariff threat on India ‘leverage to push through a trade deal’? Expert weighs inSportstarIndia A vs Australia A, 1st unofficial Test Day 3 LIVE score: IND-A enters day with lead of 163 runs; play begins at 9:30AM ISTLenta.ruВ КНДР отвергли отказ от ядерного оружия
The Daily Newsstand · Free, Always
Thursday, September 24, 2026

Dona da Estácio incorpora Afya e cria gigante do ensino médico no país

Translate

São Paulo A Yduqs, dona da Estácio e do Ibmec, e a Afya, controladora de uma das maiores redes de faculdades de medicina do país, assinaram um acordo para combinar seus negócios. Segundo fato relevante divulgado nesta quarta-feira (23), a operação vai reunir cerca de 38 mil alunos de graduação em medicina e quase 5.900 vagas anuais autorizadas no curso.

Formalmente, a Yduqs incorporará a Afya, empresa sediada nas Ilhas Cayman e com ações negociadas na Nasdaq (EUA), que deixará de existir. Pelas regras da relação de troca das ações, porém, as acionistas da Afya terão o controle de 69% da companhia combinada e a Yduqs outros 31%.

A imagem mostra duas estudantes em um ambiente de aula prática, vestindo jalecos brancos. Uma delas está concentrada em escrever em um caderno, enquanto a outra está ao fundo, também com um caderno. Na mesa, há modelos anatômicos de músculos e uma garrafinha de plástico. O ambiente parece ser uma sala de aula ou laboratório.
Estudantes do curso de medicina da faculdade Estácio, em Juazeiro (Bahia) - Rafaela Araújo - 04.jun.25/Folhapress

As empresas afirmam que o objetivo da operação é combinar duas plataformas que se complementam na educação superior brasileira, reunindo o ecossistema de educação médica da Afya e o modelo de larga escala da Yduqs.

Publicidade

"A companhia entende que a combinação ampliará a escala, a abrangência geográfica e a complementaridade da plataforma educacional da companhia combinada, preservando a disciplina acadêmica, operacional e financeira de cada unidade de negócio", diz o comunicado.

De acordo com o comunicado, a Yduqs seguirá listada no segmento Novo Mercado da B3 e vai assumir todos os bens, direitos, negócios, obrigações e passivos da Afya.

Publicidade

A relação de troca foi fixada com base nos balanços de 30 de junho e não será revista por variações de dívida, resultado ou cotação das ações até o fechamento do negócio.

O contrato prevê mecanismo de equalização econômica em favor da Afya e permite que a Yduqs distribua aos seus acionistas, desde 30 de junho, o maior valor entre R$ 750 milhões e o fluxo de caixa livre que gerar no período.

Se pagar acima do que gerou, a Afya terá direito a uma compensação. Há também uma trava indicando que, para ser concluído, a dívida líquida da Yduqs não pode crescer mais de R$ 750 milhões em relação ao nível de junho.

A conclusão da fusão depende de aprovação no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), das assembleias de acionistas das duas empresas e do consentimento de credores. Pelo acordo, a operação tem até 31 de março de 2028 para ser definitivamente selada.

Caso uma das empresas desista do negócio, o acordo prevê o pagamento de multa de R$ 325 milhões no período que anteceder as assembleias como, por exemplo, se uma das partes deixar de convocar a votação, se o conselho mudar sua recomendação sem uma proposta concorrente ou se os acionistas aprovarem oferta rival.

Publicidade

O valor sobe para R$ 650 milhões para uma eventual desistência após as assembleias, se uma das empresas descumprir as condições assinadas previamente ou se recusar a fechar o negócio.

Se o Cade barrar a operação, nenhuma multa será aplicada. O mesmo vale para um cenário de rejeição dos acionistas ou se ocorrer um "efeito material adverso", cláusula que protege as empresas contra mudanças graves na situação da outra companhia.

C-Level

Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões

Para a Yduqs, a fusão reforça a aposta na expansão dos chamados ativos premium, como os cursos de medicina e o Ibmec. Juntos, os segmentos foram responsáveis por 48% do Ebitda ajustado da Yduqs no primeiro semestre deste ano.

Nesse cenário, a Afya ainda traz bons ativos na área de educação continuada, voltada para profissionais já formados, que inclui cursinhos para residência e pós-graduações, reunindo mais de 56 mil alunos até junho.

A companhia também desenvolveu soluções para a prática médica, com os aplicativos Afya Whitebook, de apoio à decisão clínica, e o Afya iClinic, que auxilia na gestão de consultórios. Juntas, as ferramentas somam mais de 200 mil usuários pagantes.

Publicidade

"Vamos viabilizar o máximo impacto da inteligência artificial e de outras tecnologias na formação dos alunos, além de alavancar as melhores práticas das duas plataformas de ensino, preservando as forças, marcas e capacidades institucionais de cada negócio", disse em nota Virgilio Gibbon, CEO da Afya.

Juntas, Afya e Yduqs somaram receita líquida de R$ 9,4 bilhões nos 12 meses até junho de 2026, com a medicina respondendo por cerca de 45% do total.

"O Brasil segue com um enorme desafio pela frente: avançar na inclusão da população no ensino superior, além de promover a melhoria dos indicadores de saúde e da distribuição de médicos, temas tão urgentes para o país."

As empresas avaliam que a fusão pode gerar sinergias com valor presente líquido (VPL) de até R$ 2,2 bilhões —a métrica aponta a soma dos ganhos futuros trazidos a valor de hoje. Os ganhos viriam sobretudo de cortes em custos, despesas administrativas e investimentos, sendo que 80% dessas chamadas "eficiências" poderão ser atingidas nos três primeiros anos após o fechamento da operação.

Essas cifras já descontam custos de integração e o efeito estimado do Pillar 2, uma regra da OCDE que impõe imposto mínimo efetivo de 15% a grandes grupos multinacionais. A Afya está sujeita a ela por ser controlada pela alemã Bertelsmann, porém a Yduqs tem hoje carga próxima a zero, graças às isenções do Prouni, segundo o Itaú BBA.

Carregando...

"É a união de marcas fortes, que compartilharam o mesmo propósito e que juntas vão seguir transformando a vida de milhões de alunos pelo país. Com um portfólio robusto e diversificado, a nova companhia nascerá com capacidades únicas nos segmentos de graduação, educação continuada e soluções de prática médica", disse em nota o CEO da Yduqs, Rossano Marques.

Publicidade

No último dia 18, o Itaú BBA classificou como "relativamente inesperado" o possível acordo entre as companhias. Em relatório ao mercado, o braço de análise do Itaú afirmou que a Afya não costuma fazer aquisições dessa magnitude, concentrando os negócios nas compras de faculdades de medicina isoladas.

O banco estimou R$ 1,85 bilhão em ganhos com despesas administrativas e R$ 764 milhões em perda tributária pelo Pillar 2 —um saldo de cerca de R$ 1,1 bilhão, metade do projetado pelas companhias.

Os analistas também previram que praças como o Grande Rio, Teresina (PI) e Ji-Paraná (RO) podem constituir um cenário de sobreposição entre as faculdades de medicina dos grupos e atrair exigências do Cade.

Segundo o Itaú, o negócio vai criar a maior plataforma listada de ensino médico do país, sendo a maior parte (3.768 vagas) da Afya– e cerca de 38 mil alunos combinados, segundo dados das companhias até junho.

Hoje, a Afya controla 32 campi de medicina, contra 19 da Yduqs.

Publicidade

Segundo o comunicado desta quarta-feira, os acionistas de referência já se comprometeram a votar a favor da operação: do lado da Yduqs estão o fundo Advent e a família de Chaim Zaher, do lado da Afya estão a Bertelsmann e a família de Nicolau Esteves.

Os quatro acionistas devem firmar acordos sobre a indicação de conselheiros e diretores, com restrição de venda de ações por 180 dias. O novo conselho será eleito após a conclusão do negócio.

Em comunicado conjunto, as empresas afirmaram que Kay Krafft, atual CEO da Bertelsmann Education, será presidente do conselho após a conclusão do negócio. Virgilio Gibbon, que hoje é CEO da Afya, será o CEO da companhia combinada, enquanto Rossano Marques, hoje CEO da Yduqs, vira presidente do ensino superior, sem a área de medicina.

A Bertelsmann indicará a maioria do conselho, sendo que Esteves, Zaher e Advent terão uma cadeira cada, além dos conselheiros independentes.

A Yduqs foi assessorada pelo BTG Pactual e pelos escritórios Lobo de Rizzo, Spinelli, Milbank e Conyers Dill & Pearman. A família Zaher teve assessoria da Dikaios e do Pinheiro Neto.

Publicidade

RAIO-X | AFYA E YDUQS

Afya
Fundação: 1999, com a NRE Educacional, que começou com cursos de medicina no Tocantins. A marca Afya nasceu em 2019, da fusão da NRE com a Medcel, de cursinhos para residência médica
Atuação: graduação em medicina e outros cursos da saúde, pós-graduação e preparatórios para residência, além de aplicativos para médicos (Whitebook e iClinic)
Receita líquida: R$ 3,8 bilhões nos 12 meses até junho de 2026
Tamanho: 38 instituições de ensino superior e 63 unidades em 14 estados, sendo 32 com medicina e 25 de pós-graduação. Tem 3.768 vagas anuais de medicina, cerca de 26 mil alunos no curso e aproximadamente 212 mil médicos usando suas soluções digitais
Funcionários: 9.395 até dezembro de 2025
Principais concorrentes: Ânima (dona da Inspirali, sua área de medicina), Cruzeiro do Sul e Ser Educacional. Em cursinhos para residência, Medway e Estratégia MED

Yduqs
Fundação: 1970, quando o João Uchôa Cavalcanti Netto criou a Faculdade de Direito Estácio de Sá, na zona norte do Rio. A holding foi constituída em 2007 como Estácio Participações e adotou o nome Yduqs em 2019
Atuação: ensino superior presencial, híbrido e a distância, com as marcas Estácio, Ibmec, Idomed (medicina) e Wyden, entre outras
Receita líquida: R$ 5,6 bilhões nos 12 meses até junho de 2026
Tamanho: cerca de 1,4 milhão de estudantes, sendo mais de 830 mil na graduação, em 113 campi e quase 2.500 polos de ensino a distância. Tem 2.120 vagas anuais de medicina e cerca de 11 mil alunos no curso
Funcionários: cerca de 16 mil
Principais concorrentes: Cogna (dona da Kroton e da Anhanguera), Cruzeiro do Sul, Ânima e Vitru (Uniasselvi e Unicesumar)

View the original on UOL

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.