'Geração 2013' é o pesadelo eleitoral de Lula

A hipótese que a gente queria examinar era que uma geração específica de eleitores é que estava ameaçando a chance de reeleição do Lula. E isso está confirmado pelos números, com nuances de gênero. A geração que eu tô chamando de 'geração 2013', grosso modo, tem entre 25 e 44 anos hoje. Essa é a geração mais antipetista e antilulista. É a única faixa etária em que o Flávio Bolsonaro supera o Lula no Datafolha tanto no primeiro quanto no segundo turno, na estimulada.
José Roberto de Toledo
Ele afirma que esse grupo representa cerca de 38% do eleitorado e concentra o comportamento eleitoral mais distinto em relação aos mais velhos. Segundo ele, entre eleitores com 45 anos ou mais e entre os mais jovens, Lula aparece com vantagem maior.
Toledo diz que, no recorte de 25 a 44 anos, Flávio abre pequena vantagem no primeiro turno e amplia a diferença na simulação de segundo turno. "Isso só acontece nessa faixa", afirma.
Se dependesse só de quem tem 45 anos ou mais, o Lula estava reeleito, praticamente. A geração de 25 a 44 é majoritariamente muito mais crítica ao Lula, tem uma rejeição muito mais alta, muito mais antipetista, e não porque goste mais do Flávio, mas ela tende mais ao Flávio do que ao Lula.
José Roberto de Toledo
Toledo também aponta um corte forte por gênero entre os mais jovens. Ele diz que, de 16 a 24 anos, homens e mulheres se comportam de forma bem diferente nas simulações e que essa distância não aparece com a mesma intensidade em outras faixas.
O jovem homem é muito mais antilulista e, portanto, tende a votar no Flávio, do que as mulheres jovens com menos de 25 anos. No segundo turno, o Flávio cresceu entre os homens e ganha disparado do Lula entre os jovens homens, de 53 a 37. E o Lula ganha de 62 a 30 entre as mulheres.
José Roberto de Toledo
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