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Saturday, November 7, 2026

Justiça revoga bloqueio de R$ 65,7 milhões após governo do TO apresentar plano de pagamento a hospitais

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A Justiça do Tocantins cancelou, nesta sexta-feira (6), o bloqueio de R$ 65,7 milhões das contas do Estado, que havia sido determinado no dia anterior para o pagamento de dívidas com hospitais e clínicas credenciados ao Servir, plano de saúde dos servidores públicos estaduais. A liberação foi concedida após um pedido conjunto do governo e da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO).

Segundo a decisão, o desbloqueio foi concedido após o governo do Tocantins apresentar um plano para pagar R$ 68,8 milhões aos prestadores de serviço até 13 de novembro.

A decisão foi assinada pelo juiz Valdemir Braga de Aquino Mendonça, da 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas. A ação foi apresentada pelo Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), da Defensoria Pública.

A suspensão dos atendimentos havia sido anunciada pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (Sindesto). Procurado pelo g1, o sindicato informou que ainda não foi notificado da decisão e que aguarda a comunicação oficial.

Atendimentos devem ser mantidos

Em outra decisão, a 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas determinou que os atendimentos aos beneficiários do Servir sejam mantidos. Segundo o juiz Roniclay Alves de Morais, o sindicato não tem legitimidade para determinar a paralisação dos serviços.

"Do mesmo modo, a legitimidade do sindicato para representar os interesses coletivos da categoria não se confunde com a titularidade dos contratos celebrados individualmente entre os prestadores e a Administração Pública, tampouco lhe confere, por si só, poderes para determinar ou impor a paralisação dos serviços contratados por todos os estabelecimentos credenciados", afirmou.

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Fórum de Palmas na Av. Siqueira Campos — Foto: Divulgação/Fórum de Palmas

Justificativa para o desbloqueio

O governo estadual apresentou dados das secretarias da Fazenda (Sefaz) e da Administração (Secad) para argumentar que o bloqueio dos recursos comprometeria o pagamento de despesas essenciais da administração pública.

Entre as despesas que poderiam ser afetadas estavam a folha de pagamento dos servidores, estimada em R$ 299,5 milhões; a previdência estadual, com R$ 212,8 milhões; e os repasses obrigatórios aos demais Poderes, de R$ 257,9 milhões. O governo também citou dívidas externas e precatórios.

Diante da proposta de pagamento apresentada pelo governo, a Defensoria Pública e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) protocolaram uma petição conjunta para pedir o desbloqueio dos recursos. Ao acolher o pedido, o juiz destacou que o bloqueio de verbas públicas é uma medida extrema e que o acordo entre os órgãos tornou desnecessária a manutenção da medida.

Acordo de pagamento

Pelo acordo, o governo do Tocantins se comprometeu a pagar R$ 8,8 milhões imediatamente aos prestadores de serviço, com comprovação do pagamento no processo até segunda-feira (9). Outros R$ 60 milhões deverão ser pagos até sexta-feira (13), com comprovação até 16 de novembro.

O juiz alertou que as contas do Estado poderão ser bloqueadas novamente de forma imediata caso o governo descumpra os prazos ou os valores estabelecidos no acordo.

O juiz também afirmou que a paralisação dos serviços viola os contratos firmados com o Servir. Por isso, os estabelecimentos que recusarem atendimento poderão sofrer multa diária, sanções administrativas e até o cancelamento do credenciamento no plano.

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