Fã de Poltergeist compra a casa que serviu de cenário para o filme e abre o imóvel para hospedagem de admiradores da obra
A norte-americana Rachel Powers adquiriu a residência em Simi Valley, na Califórnia, que serviu de cenário para o clássico filme de terror Poltergeist (1982), transformando o imóvel em um ponto de visitação e hospedagem para fãs do cinema.
A compra ocorreu após o imóvel ser colocado à venda pelos mesmos proprietários que o possuíam na época das filmagens. Fã da obra desde a infância, quando assistiu ao lançamento nos cinemas ao lado da mãe e das irmãs, a compradora aproveitou que estava em busca de uma nova casa para as três filhas e apresentou uma proposta entre diversas outras ofertas do mercado.
Ao ingressar no imóvel pela primeira vez, Rachel encontrou móveis retrô cor de mel distribuídos pelos cômodos, remetendo diretamente à estética da década de 1980. Na primeira noite no local, acompanhada apenas por sua cadela Emmy, que latiu durante todo o período, a dona da casa relatou inquietação ao se recordar de cenas marcantes do longa-metragem.
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Repercussão e adaptações para visitantes
A transação imobiliária atraiu atenção da imprensa e gerou comoção entre admiradores do longa-metragem ao redor do mundo, que passaram a enviar mensagens com memórias sobre a produção e a tirar fotografias em frente à fachada. Diante do interesse do público, a moradora decidiu liberar a propriedade para visitas temporárias e pernoites remuneradas.
Para compor a experiência dos hóspedes, a casa recebeu elementos decorativos temáticos sem uma reconstituição literal dos cenários originais. Entre as adições figuram um aparelho de televisão configurado para exibir apenas estática ao ser ligado, uma fita VHS do filme acompanhada de outras produções dos anos 80, um console de videogame Atari e objetos fornecidos por próprios entusiastas da obra.
A rotina do imóvel e relatos de hóspedes
Durante as estadias de clientes, a proprietária e suas filhas se ausentam temporariamente do endereço para acampar ou permanecer na residência de familiares próximos. No espaço, os visitantes costumam gravar vídeos encenando momentos marcantes da narrativa cinematográfica, utilizando itens próprios como bonecos de palhaço.
Alguns clientes registraram relatos sobre luzes piscando e vozes no telefone fixo, fenômenos associados pela gestão às antigas linhas telefônicas de cobre do local. O imóvel apresenta diferenças em relação ao cenário visto nas telas: a árvore posicionada em frente à janela do quarto foi retirada após o término das gravações e a área da escavação externa deu lugar a uma piscina.
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