Os desafios do quarto mandato de Lula
O tema tem alcance internacional, depois que o governo Trump classificou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas, apesar da oposição de Brasília, que vê riscos à sua soberania.
- Guinada regional à direita -
Lula adotou a defesa da soberania nacional como bandeira de campanha, em resposta às tarifas impostas por Trump ao Brasil no ano passado e a uma nova taxa de 25% neste ano. Agora, ele precisará recompor a relação com os Estados Unidos, um de seus principais parceiros comerciais, sem ceder nesse discurso e frente a um governo que reivindica abertamente sua influência sobre o que chama de "hemisfério ocidental".
A região está cada vez mais alinhada a Trump, da Argentina de Javier Milei à Colômbia de Abelardo de la Espriella. Para Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas, a questão ideológica "importa para encontros simbólicos", mas, na prática, "não é tão relevante".
No caso da Argentina, por exemplo, para além da retórica, "no fundo, o conteúdo da relação não mudou tanto assim", apesar dos insultos de Milei a Lula, disse o professor à AFP.
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