OCDE vê impulso da IA compensando parcialmente impacto energético do conflito no Oriente Médio
A OCDE afirmou que os elevados gastos com infraestrutura de IA — de centros de dados a chips — têm sido um pilar fundamental da resiliência neste ano, impulsionando o crescimento nos Estados Unidos e elevando as exportações de tecnologia do Japão e da Coreia.
No entanto, alertou que as perspectivas globais estão particularmente obscurecidas pela possibilidade de instabilidade no mercado de energia, condições climáticas extremas relacionadas a um forte El Niño, aumento nos rendimentos dos títulos públicos e retornos decepcionantes dos investimentos em IA.
Caso esses riscos se concretizem, a OCDE estimou que, juntos, eles poderiam reduzir o crescimento global em 0,7 ponto percentual no próximo ano e elevar a inflação global em 1,1 ponto percentual.
Na perspectiva de referência da OCDE, a inflação nas economias do G20 foi estimada em 4,1% em 2026, acima dos 4,0% previstos em junho. A OCDE também elevou sua previsão para 2027 de 3,1% em junho para 3,6%, o que, segundo a organização, poderia forçar os bancos centrais a ajustar as taxas de juros caso as pressões sobre os preços se generalizem ou o crescimento vacile.
PERSPECTIVAS DIVERGENTES
Nos EUA, a maior economia do mundo, o crescimento está estimado em 2,2% neste ano e 2,1% em 2027, ambas revisões para cima em relação a junho, já que os pesados investimentos relacionados à IA compensam o enfraquecimento dos gastos do consumidor. A inflação nos EUA deve atingir 3,6% em 2026, recuando para 2,6% em 2027, com as tarifas e os preços mais altos da energia pesando sobre o poder de compra das famílias e os custos das empresas.
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