Fachin não 'apagou fogo' no STF, mas agiu corretamente, diz ex-ministro

O presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino em relação à cúpula da Polícia Federal e marcou uma sessão no plenário da corte para o dia 15 de setembro para decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado pelas suspeitas de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro. Fachin também tirou o inquérito das fake news do gabinete de Moraes.
Cardoso disse que o desgaste do Judiciário, em especial do STF, "só serve a quem tem projetos autoritários pro país". Ao mesmo tempo, afirmou que indícios de irregularidade precisam ser apurados e, se houver falta de explicação, o tribunal deve tomar medidas cabíveis.
O desgaste da Instituição Suprema só serve a quem tem projetos autoritários para o país. O que não quer dizer que não devemos apurar as coisas. Tem indício de irregularidade, seja de quem for, seja de qual ministro for, tem que haver uma apuração, tem que ser colocada em pratos limpos.
José Eduardo Cardozo
Ao comentar a cobrança por respostas sobre suspeitas que envolvem ministros, o colunista Josias de Souza disse que o STF precisa de "autorrespeito" e questionou o que ocorrerá se o plenário "simplesmente ignorar" indícios citados em relatórios da Polícia Federal.
Ninguém é respeitado se não se fizer respeitar. E o Supremo tem diante de si esta situação. A suspeita de certa ilicitude ou de transgressão ética tem que ser apurada, tem que ser verificada.
José Eduardo Cardozo
O ex-ministro defendeu uma sindicância investigativa para apurar fatos "dentro de reserva", sem "fulanizar" e sem transformar a apuração em disputa política. "Não se investigam pessoas, se investigam fatos", afirmou.
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