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Monday, October 19, 2026

A Inteligência Artificial vai matar-nos a todos?

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

"Mundo IA", na Rádio Observador, é o jornal diário em que damos conta das novidades, alertas e curiosidades sobre inteligência artificial. Hoje com uma edição do Miguel Gato. Miguel, começamos com uma pergunta, talvez a de um milhão de dólares: a inteligência artificial vai matar-nos a todos?

Não sei a resposta, Nelson, mas essa foi a questão feita ao CEO da Microsoft, Satya Nadella, numa entrevista feita pela jornalista de tecnologia Joanna Stern, no podcast que tem no YouTube. E o CEO da Microsoft não se quis comprometer. Satya Nadella diz apenas que as empresas tecnológicas estão a trabalhar para que isso não aconteça, para que a IA não nos venha a matar.

É uma pergunta muito simples e fácil. A inteligência artificial vai matar-nos?

Acho que temos de fazer uma coisa simples, que é garantir que isso nunca aconteça. Este é o meu trabalho, este é o nosso trabalho enquanto indústria e estamos focados nisso. Tudo o que fizemos hoje foi no sentido de garantir que as bases, em termos de tecnologia, estejam lá para conter estes agentes. Há muito trabalho científico que precisa de ser feito de forma cuidadosa.

E acha que o resto da indústria vai fazer isso?

Acho que sim. Acho que todos vão, em última análise, confrontar-se com o facto de haver aqui um verdadeiro desafio científico que não compreendemos totalmente. Há um desafio de engenharia aqui, porque estes são sistemas complexos em tempo de execução, que é preciso conter. E acho que, veja, como indústria, sempre estivemos à altura do desafio. Quer dizer, há muita conversa, há muita confusão, isso também faz parte do processo. Acho que quando a poeira assentar, teremos projetado isto, teremos tido alguns avanços científicos, porque, no fim de contas, sejamos francos, a autorização social para qualquer um de nós operar vem de fazermos as coisas simples, que é construir coisas que sirvam à humanidade e estejam sob o controlo da humanidade.

Um excerto desta entrevista ao CEO da Microsoft, Satya Nadella, a responder sem grandes certezas sobre se a IA é um perigo para a humanidade e se pode ou não, de facto, matar-nos a todos.

Seguimos, Miguel, com uma decisão de tribunais nos Estados Unidos. Oito estados norte-americanos processaram a OpenAI por riscos de segurança do ChatGPT.

O chatbot, que é utilizado semanalmente por mais de mil milhões de pessoas, está no centro da questão, com os estados a acusar a OpenAI de não adotar medidas de segurança suficientes para proteger os utilizadores, principalmente os menores de idade. Cada um dos procuradores destes oito estados, Iowa, Kansas, Nebraska, Virgínia Ocidental, também Arkansas, Arizona, Idaho e Montana, apresentaram processos individuais nos respetivos tribunais. Desde que o ChatGPT foi lançado, em novembro de 2022, que a OpenAI tem sido alvo de ações legais. O primeiro problema era devido a temas de direitos de autor e, mais recentemente, devido precisamente a esta questão da segurança dos utilizadores. Por exemplo, já em junho, o procurador-geral da Flórida também já tinha processado a empresa por desenvolver um produto inseguro. Outros estados norte-americanos, como Alabama, Califórnia, Montana e Novo México, também já anunciaram que vão analisar esta questão da segurança do ChatGPT.

E a Amazon reforçou a aposta no mercado dos aparelhos com inteligência artificial ao lançar dois novos dispositivos de escuta da marca Be, o Be Frontier e o Be Eclipse.

E vamos explicar em que consiste cada um dos aparelhos. O Be Frontier é uma versão melhorada de um wearable para usar no pulso como um relógio ou também pode ser utilizado preso à roupa. Custa $75 e traz microfones com filtragem de ruído avançada, ou seja, um aparelho que é capaz de isolar conversas mesmo em ambientes ruidosos, como por exemplo, restaurantes ou escritórios. A outra novidade é o Be Eclipse, um gravador do tamanho de mais ou menos um cartão de crédito, que custa cerca de $100 e fixa-se magneticamente à parte traseira de um telemóvel. Ao contrário dos tradicionais alto-falantes de inteligência artificial, estes novos aparelhos estão sempre a gravar. A inteligência artificial integrada transcreve e resume as conversas diárias das pessoas e depois permite recordar detalhes de reuniões ou até sugerir, por exemplo, produtos na loja da Amazon com base naquilo que o utilizador disse durante o dia. Para aceder a todas as funcionalidades destes novos dispositivos, existe uma subscrição que custa $12 por mês. E questionada à Amazon sobre eventuais preocupações com a privacidade, a empresa garante que nenhum ficheiro de áudio fica guardado e que o utilizador pode apagar todas as transcrições a qualquer momento.

Em Portugal, o Ministro da Educação deixou hoje uma garantia. O governo diz que as novas orientações sobre a utilização de inteligência artificial nas escolas não vão ter caráter vinculativo.

E pretendem, sim, privilegiar, segundo Fernando Alexandre, uma abordagem pedagógica que permita acompanhar a rápida evolução da tecnologia. Foram declarações esta manhã à Agência Lusa, à margem da Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento do Ensino Profissional e Técnico, que decorre na China. O ministro Fernando Alexandre diz que se tratam apenas de orientações. Segundo o ministro, o objetivo é ajudar as escolas e os professores a utilizar a tecnologia de forma eficaz, tendo como prioridade a melhoria da aprendizagem dos alunos. Fernando Alexandre explica que as orientações sobre inteligência artificial resultam de um trabalho que foi desenvolvido ao longo do último ano e que envolveu a auscultação de várias entidades e a recolha de centenas de contributos, também da área científica, e por isso, por não ter caráter vinculativo, o documento que foi colocado ontem em consulta pública pretende agora recolher outras novas contribuições das escolas e também da comunidade educativa, garantia do Ministro da Educação.

Fica por aqui mais um episódio do "Mundo IA". Voltamos com mais novidades sobre o mundo da inteligência artificial na segunda-feira.

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