Lula eleva pressão sobre Flávio com abertura de sigilo e cresce no Whatsapp

A narrativa presente em mais de 40% das mensagens pró-Lula, usa a questão do sigilo para trazer à tona diversos casos que que rondam o senador, desde a relação com Daniel Vorcaro, passando pela rachadinha, até às suspeitas de ligação com milícias. Ainda há um destaque para a investigação da PF sobre lavagem de dinheiro que envolve o advogado Willer Tomaz, seu amigo.
Em mais de 25% das mensagens, o movimento de Lula é visto como prova de honestidade, que é respaldada por frases como "quem não deve não teme". Há também um movimento de mobilização organizada com mensagens que apontam para "missões", roteiros de hashtag e pedidos de compartilhamento.
A defesa de Flávio não contesta a ideia de transparência, mas coloca em dúvida a efetividade da medida.
Em mais de 60% das mensagens de apoio a Flávio, prevalece o argumento já trazido por Flávio no debate de que Lula não tem celular e com a acusação de que eventuais atos de corrupção sejam pagos por fora, ou seja, não diretamente na conta bancária. Ainda na defesa de Flávio, iniciou-se um movimento, correspondente a 45% das mensagens de apoio, que pede para que Lula abra o cartão corporativo, os sigilos de cem anos e os gastos de Janja.
Em menor escala, aparece a leitura de que o desafio é uma "armadilha" de quem está desesperado.
O desafio imposto por Lula está continua ganhando tração e, na noite de ontem, chegou a 820 menções a cada 100 mil mensagens, patamar relevante. Apenas para efeito de comparação, no mesmo período, "Bolsa Família" atingiu o pico de 556 menções a cada 100 mil mensagens. O movimento também desloca o tema da corrupção, terreno em geral mais confortável para o bolsonarismo, para um campo em que é Flávio quem precisa se explicar.
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