Tarcísio decide não ir a debate na Record, e Haddad quer ser entrevistado
O candidato à reeleição ao governo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), recusou convite para participar de debate na TV Record marcado para as 13h30 de segunda-feira.
Assim como fez com o programa Roda Viva, da TV Cultura, a campanha do governador participou das tratativas para o encontro, mas não confirmou presença.
Na ausência de Tarcísio, o candidato Fernando Haddad (PT) quer ser entrevistado pela emissora no mesmo horário.
"Para mim, essa é uma estratégia para evitar comparação. Em uma eleição com apenas dois candidatos com pontuação elevada, essa decisão é ruim para a democracia porque sonega ao eleitor a oportunidade de comparar", disse o petista.
A reportagem tenta contato com a Record para saber se o programa será mantido sem a presença de Tarcísio.
A campanha de Tarcísio argumentou que a "prioridade nesta reta final é conciliar" as agendas de candidato com a de governador. "Os principais temas da eleição têm sido debatidos diariamente ao longo da campanha", diz nota.
A equipe do candidato à reeleição afirmou que Tarcísio seguirá atendendo a imprensa nas agendas e "prestando conta do trabalho realizado". Até o momento, a corrida ao Governo de São Paulo contou com apenas um debate com a presença dos dois principais adversários.
O debate da Band, em agosto, teve alta voltagem nacional e troca de ofensas entre os candidatos, com reincidentes e mútuas acusações de "faltar com a verdade". O petista chegou a dizer que seu adversário deveria responder na Justiça por improbidade administrativa.
Pesquisa Datafolha divulgada no últiimo dia 11 mostra que o governador tem 49% das intenções de votos totais em cenário de primeiro turno, ante 29% de Haddad.
Tarcísio poderia conquistar a reeleição já no primeiro turno, considerando que alcança mais da metade (56%) dos chamados votos válidos (quando ficam de fora os brancos e nulos, considerados inválidos), contra 32% do petista.
O Datafolha ouviu 1.610 eleitores em cidades paulistas de 8 a 10 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números SP-04189/2026 e BR-03904/202 e foi contratada pela Folha e pela TV Globo.
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