França suspende uso de granadas de efeito moral em protestos estudantis
A França suspendeu o uso de granadas de efeito moral pela polícia em manifestações lideradas por estudantes, informou o ministro do Interior nesta quarta-feira (7), em meio ao aumento das denúncias de brutalidade policial após dias de protestos em todo o país.
Milhares de pessoas saíram às ruas em toda a França nesta terça-feira (6) para exigir melhores condições nas escolas de ensino médio, o que levou o presidente Emmanuel Macron a realizar uma reunião de emergência com o primeiro-ministro Sebastien Lecornu e outros ministros para buscar uma saída para a crise.
Lecornu fará um pronunciamento público ainda nesta quarta sobre os protestos nas escolas e as finanças do país, informou seu gabinete.
Enquanto isso, o ministro do Interior, Laurent Nunez, disse à emissora de rádio RTL, na manhã desta quarta, que havia suspendido o uso de granadas de efeito moral pela polícia.
Um adolescente de 15 anos perdeu uma das mãos na segunda-feira (5) após a polícia disparar uma granada de efeito moral.
Além disso, um estudante de 14 anos, no noroeste de Paris, foi atingido no rosto por uma granada de gás lacrimogêneo disparada a uma distância tão curta que ele perdeu vários dentes. Um policial foi indiciado pelo episódio.
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A polícia abriu 18 investigações internas sobre denúncias de conduta imprópria desde o início dos protestos, afirmou Nunez.
Os protestos começaram no fim de setembro, quando estudantes bloquearam as entradas de centenas de escolas de ensino médio para jovens de 15 a 17 anos, em meio a reclamações sobre instalações deterioradas e falta de professores.
Pais, professores e trabalhadores sindicalizados se juntaram às manifestações na capital, Paris, e em outras cidades, em meio a acusações de uso desproporcional da força pela polícia.
Confrontos violentos esporádicos ocorreram entre policiais e manifestantes em atos que, no restante, foram majoritariamente pacíficos.
Lecornu condenou a violência e disse aos parlamentares que ela não seria tolerada. Ao mesmo tempo, ele rejeitou as acusações de que o governo havia ordenado uma "repressão policial" contra os manifestantes.
Mais de 6.500 pessoas, em sua maioria menores de idade, foram detidas.
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