EUA acusam Maduro de comandar tortura na Venezuela: entenda processo

- Author, Vanessa Buschschlüter
- Role, Latin America online editor
Published
Tempo de leitura: 2 min
Promotores nos Estados Unidos acusaram o ex-líder da Venezuela Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, de conspiração para cometer tortura.
As novas acusações contra o casal foram divulgadas na quinta-feira (8/10) e se somam às acusações de tráfico de drogas e de armas já apresentadas contra os dois, que eles negam.
Grupos de direitos humanos na Venezuela e ex-detentos denunciam, há muito tempo, o que descrevem como "tortura sistemática" nas prisões venezuelanas.
As novas acusações se referem à suposta tortura de cidadãos americanos que estavam presos na Venezuela durante o governo de Maduro.
A nova acusação formal, divulgada na quinta-feira, afirma que Maduro e a esposa tentaram "se perpetuar no poder" ao comandar "um sistema de repressão baseado na violência contra a oposição política, detenções arbitrárias e tortura de presos, incluindo cidadãos americanos".
Segundo o documento, entre os métodos de tortura estavam "choques elétricos, asfixia, estupro, nudez forçada, isolamento prolongado, privação de alimentos, celas de castigo e tortura psicológica".
Os promotores afirmam que a tortura psicológica incluía ameaças de matar familiares das vítimas, inclusive crianças.
Pule Mais lidas e continue lendo
Mais lidas
Fim do Mais lidas
Pule Promoção da eleição 2026 e continue lendo

Fim da Promoção da eleição 2026
Segundo a acusação, o objetivo da repressão era garantir a permanência de Maduro no poder.
A promotoria também acusa Flores de ter desempenhado um papel fundamental na criação do sistema de repressão. Segundo os promotores, ela ordenava que pessoas fossem torturadas e recebia informações sobre a tortura de presos específicos.
O documento judicial afirma que ela teria agido dessa forma para proteger familiares envolvidos em atividades ilegais.
As acusações da nova denúncia são semelhantes a relatos feitos há anos por pessoas que foram presas e posteriormente libertadas no país.
Javier Tarazona, chefe de uma organização de direitos humanos na Venezuela, contou ao jornalista da BBC Mundo Norberto Paredes, no início deste ano, que ele e seu irmão ficaram detidos por 46 dias em uma pequena cela de castigo após serem presos arbitrariamente.
Outro ex-detento, Ángel Godoy, contou à BBC Mundo que ficou isolado por meses e não pôde entrar em contato com a mulher, que, por sua vez, não sabia onde ele estava.
O julgamento de Maduro e Flores está previsto para começar em junho de 2027.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.



