Preço médio do galão de diesel nos EUA supera US$ 6 pela 1ª vez na história
O preço médio do diesel nos Estados Unidos ultrapassou, nesta quinta-feira (10), US$ 6 (R$ 30,62) por galão pela primeira vez na história, segundo o site de acompanhamento de preços GasBuddy. O feito inédito acontece na sequência da redução da oferta de petróleo devido à escalada da guerra no Irã e de ataques ucranianos às refinarias russas.
O diesel sustenta grande parte da atividade econômica mundial, abastecendo caminhões, trens, navios e equipamentos pesados que mantêm cadeias de abastecimento e o setor agrícola em funcionamento.
O aumento dos preços dos combustíveis nos EUA, somado à inflação, tem pesado fortemente sobre os consumidores. Isso se tornou um ponto delicado para o presidente Donald Trump e os parlamentares republicanos que querem manter a maioria do Congresso dos EUA nas eleições de meio de mandato em novembro.
Os preços recordes do diesel ocorrem no mesmo dia em que o petróleo ultrapassou US$ 109 por barril pela primeira vez desde maio. A disparada ocorre devido à intensificação do conflito entre os EUA e o Irã.
Nesta quinta, o barril Brent, referência global, fechou com alta de 7,98%, a US$ 109,29. O petróleo bruto é o principal fator que influencia os preços dos combustíveis.
"Cada caminhão, cada entrega, cada pacote, cada ida ao supermercado ficou mais caro", disse o analista da GasBuddy, Patrick De Haan, na rede social X.
"Os preços recordes do diesel afetarão todas as cargas, remessas e entregas que os norte-americanos recebem, e provavelmente reacenderão a inflação em toda a cadeia de suprimentos", disse ele.
Os preços médios do diesel nos EUA subiram cerca de US$ 2,30 em relação ao ano passado, segundo o site de monitoramento de combustíveis.
A nova onda de inflação dos combustíveis também alimenta uma liquidação dos títulos do governo dos EUA, levando os rendimentos a máximas de vários anos e elevando os custos dos empréstimos para os americanos comuns.
O diesel disparou desde o início da guerra de Trump contra o Irã, na esteira da restrição do transporte pelo estreito de Hormuz por Teerã e dos bombardeios que destruíram infraestruturas energéticas em toda a região.
Folha Mercado
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As refinarias dos EUA têm operado a plena capacidade para tentar suprir essa lacuna, enviando volumes recordes de combustível aos mercados globais —um ritmo que, segundo analistas, será difícil de sustentar devido à queda dos estoques.
Os estoques de diesel estão 13% abaixo da média de cinco anos, segundo a Administração de Informações sobre Energia dos EUA, totalizando 106,3 milhões de barris. Os estoques aumentaram na semana passada, já que as refinarias operavam suas instalações a todo vapor devido às fortes margens de refino.
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