Jorge Messias repudia fala de Flávio sobre CNBB ajudar em fake news sobre Nossa Senhora

A história associando o nome de Flávio Bolsonaro ao projeto começou a circular nas redes a partir da postagem de Jefferson e ganhou impulso na noite de quinta-feira, 24, depois que o programa Em Pauta, da GloboNews, informou que a Igreja Católica estaria preparando uma reação a uma suposta mobilização de evangélicos em torno de um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A informação foi apresentada como algo que poderia ter repercussão eleitoral entre os católicos.
Horas depois, a própria GloboNews corrigiu a informação e explicou que a proposta havia sido apresentada na Câmara dos Deputados em 2007 e arquivada em 2008. O canal pediu desculpas pelo erro. Ainda assim, a associação entre o projeto e Flávio Bolsonaro passou a circular nas redes sociais.
Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, do TSE, determinou a remoção de 1.125 publicações que associavam Flávio Bolsonaro ao projeto.
Segundo Mendonça, era "notoriamente inverídica" a afirmação de que o candidato ou sua família tivessem proposto, articulado ou apoiado a retirada de Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil. A decisão atingiu conteúdos publicados nas plataformas X, Facebook, TikTok e YouTube.
Neste domingo, porém, o ministro Flávio Dino, do STF, derrubou a decisão de Mendonça. A medida ocorreu após pedido do humorista Antonio Tabet, autor de uma das publicações removidas.
Dino afirmou que não havia, naquele conteúdo, grau suficiente de ilicitude que justificasse consequências tão severas para a liberdade de expressão e de religião. A decisão também se estendeu a outras postagens retiradas pelo mesmo fundamento.
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