Taiwan reforça patrulhamento na disputada ilha Pratas

Taiwan reforçou a capacidade de patrulhamento marítimo em torno do atol de Pratas, reivindicado pela China, informaram fontes oficiais, face ao aumento da atividade chinesa na zona.
Num comunicado divulgado na quarta-feira à noite, a Administração da Guarda Costeira (CGA, na sigla em inglês) de Taiwan informou que reforçou os meios de vigilância nas águas de Pratas “de forma integral”.
Isto após a conclusão, a 1 de julho, das obras de renovação do cais, onde já operam embarcações de maior porte, na ilha principal, controlada por Taipé, mas situada a cerca de 340 quilómetros a sudeste de Hong Kong.
“Os grandes navios-patrulha são frequentemente mobilizados para as águas de Pratas; juntamente com as lanchas de patrulha costeira multiusos já posicionadas no local, demonstram uma sólida capacidade de dissuasão a vários níveis e uma grande mobilidade na aplicação da lei”, indicou a autoridade marítima.
Segundo a CGA, desde fevereiro de 2025 que a guarda costeira não se limita a expulsar as pequenas embarcações chinesas que entram nas águas taiwanesas para pescar ilegalmente, mas passou a retê-las e a confiscá-las, para “aumentar o custo da ilegalidade” e dissuadir os infratores.
Este ano, nove embarcações foram apreendidas em oito operações, enquanto as confiscadas em 2025 estão agora a ser utilizadas para patrulhar os recifes rasos da ilha e em tarefas de conservação marinha.
A CGA salientou que o atol é o primeiro parque nacional marinho de Taiwan e que tem um ecossistema “extremamente valioso”, razão pela qual “não será tolerada qualquer intrusão ou dano ilegal”.
Pratas é um dos dois territórios que Taipé controla no mar do Sul da China, juntamente com a ilha de Taiping (Itu Aba), no arquipélago de Spratly.
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Pequim reivindica a quase totalidade destas águas, por onde circula cerca de um terço do tráfego marítimo mundial.
A CGA denunciou uma presença crescente da Guarda Costeira chinesa nas proximidades de Pratas, tendo sido registadas mais de uma dezena de incursões este ano.
Em junho, as guardas costeiras da China e de Taiwan envolveram-se num incidente marítimo junto ao atol de Pratas.
Em comunicado, a CGA indicou que uma das suas embarcações avistou o navio chinês 3501, da guarda costeira da China, a nordeste do atol, aproximando-se de imediato para navegar em paralelo.
Segundo a CGA, a embarcação chinesa acelerou deliberadamente de cinco para nove nós e efetuou uma manobra brusca para entrar em águas classificadas por Taiwan como restritas, sem atender à segurança do navio de patrulha taiwanês.
O episódio ocorreu menos de duas semanas após um incidente semelhante envolvendo o mesmo navio chinês, entre 23 e 24 de maio.
Em janeiro, o Exército chinês realizou exercícios com veículos aéreos não tripulados (‘drones’) no espaço aéreo sobre Pratas, uma ação que o Governo taiwanês classificou como “altamente provocadora” e “irresponsável”.
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