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Wednesday, September 23, 2026

André Mendonça critica pedido de investigação contra ele feito por Alexandre de Moraes

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A resposta de André Mendonça ao pedido de investigação apresentado por Alexandre de Moraes chegou no fim do prazo. No dia 1º de setembro, Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal com as 52 mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro para Alexandre de Moraes. Mendonça pediu que o caso fosse analisado pelo plenário do Supremo.

Dois dias depois, em retaliação, Alexandre de Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que a conduta de Mendonça também fosse investigada. No pedido, feito dentro do inquérito das fake news, Moraes usou relatórios de inteligência da PF para apontar indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos nas investigações.

Na resposta a Fachin, de 76 páginas, André Mendonça disse que Moraes teve conhecimento prévio desses relatórios - que chamou de imprestáveis. Também afirmou que eles foram entregues a Moraes pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, menos de 24 horas depois da determinação do ministro. Mendonça afirmou:

“Se a instrumentalização da Polícia Federal - através da utilização de documentação que é desprovida de qualquer valor de prova - já seria, só por isso, manobra absurda - consistindo na prática de evidente desvio de finalidade -, a situação fica ainda pior quando se verifica o teor dos ‘relatórios’ utilizados para imputar crimes a ele. Como advertem os próprios autores desconhecidos, as ‘informações’ ali contidas não passam de meros relatos unilaterais de membros da instituição, expondo impressões e opiniões sobre os trabalhos por eles próprios realizados”.

Segundo Mendonça, na tentativa de agudizar a gravidade dos relatos ali contidos, Moraes distorceu o teor do “documento” para imputar falsamente a ele a prática de comportamentos que os próprios “relatórios” atribuem às equipes policiais envolvidas.

André Mendonça critica pedido de investigação contra ele feito por Alexandre de Moraes — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Mendonça também negou as acusações de que participou da negociação de delações premiadas e de ter favorecido grupos políticos sendo relator das investigações. Como exemplo, disse que autorizou as quebras de sigilo bancário e fiscal tanto de Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula, como de Antônio Carlos Magalhães Neto, candidato do União Brasil ao governo pela Bahia. O ministro alegou que a ação contra ACM Neto não foi divulgada para não atrapalhar a investigação.

Mendonça afirmou que “o erro do relatório - e a falsidade do teor da avaliação atribuída a este ministro relator - é cabalmente demonstrado pela simples constatação de que ambos os investigados receberam as mesmas decisões”.

Além do arquivamento do caso, o ministro André Mendonça pediu que o presidente do STF avalie a necessidade de apurar se Moraes cometeu crimes como abuso de autoridade e denunciação caluniosa ao pedir a investigação contra ele.

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