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Tuesday, October 6, 2026

Saúde cria 100 mil empregos formais em 2026; agosto é o melhor em cinco anos

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Levantamento da CNSaúde (Confederação Nacional de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços) que usa dados do Novo Caged (Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apontou que o setor da saúde criou 100 mil novos empregos formais neste ano.

O setor tem 3,3 mlhões de vínculos na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Segundo a organização, 2026 tem o melhor resultado para o mês de agosto em cinco anos, criando 19.142 novos postos —superou em 44,57% o saldo de agosto de 2025, quando foram registrados 13.241.

Os dados do Novo Caged foram publicados em 29 de setembro pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Os números representam a diferença entre admissões e desligamentos.

Ainda que o desempenho de agosto seja melhor na comparação anual, o total de vagas criadas em 2026 é menor que o número de 2025 nessa mesma altura do ano. Entre janeiro e agosto de 2025, o setor havia gerado 120 mil empregos, ante os 117 mil criados neste ano. A diferença é de 3.303 postos, equivalente a uma redução de 2,73%.

O estoque de empregos formais, por sua vez, cresce. Em agosto de 2025, a saúde reunia 3,2 milhões de vínculos formais —houve expansão de 4,06% em 12 meses.

O aumento atinge todos os estados e o Distrito Federal. São Paulo liderou a geração de empregos, com 30.074 novos postos, seguido por Minas Gerais, com 11.841, e Bahia, com 11.305.

Na distribuição regional, o Sudeste respondeu por 51.594 vagas e o Nordeste por 29.285. Na sequência aparecem o Sul, com 16.676, o Centro-Oeste, com 14.759,e o Norte, com 5.073. Outros 198 postos constam nos registros sem identificação regional.

As mulheres responderam por 98.056 dos 117.585 empregos líquidos criados no ano, o que corresponde a 83% do saldo. Entre os homens, a criação de novos postos foi de 19.529.

As faixas mais jovens concentraram a abertura de vagas: a faixa de 18 a 24 anos registrou saldo de 51.365 empregos, enquanto os trabalhadores de até 17 anos responderam por 12.988. Juntas, essas faixas concentram 54,73% do saldo acumulado.

Entre os trabalhadores de 50 a 64 anos, houve retração as posições: saldo negativo de 393 vínculos.

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