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Sunday, September 13, 2026

17h. Marco Silva troca Palhinha por Enzo no onze do Benfica

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Voleibol, isto porque a Seleção Nacional complicou hoje as contas no Europeu com a derrota frente a Israel. E olhamos também para a rentrée política do LIVRE.

Cinco horas em ponto, vamos às notícias. Jornal das cinco da tarde da Rádio Observador, com edição de Carlos Pedro. E começamos no futebol. É já daqui a uma hora que começa a rolar a bola no Estádio da Luz para o encontro entre o Benfica e Gil Vicente.

Encontro relativo à sexta jornada da Primeira Liga de futebol. O Benfica leva seis vitórias consecutivas para todas as competições, procura hoje manter a senda positiva de resultados e também não deixar fugir ainda mais o líder Futebol Clube do Porto na tabela. É um jogo que acontece também na antecâmara da estreia para a Liga Europa e na jornada anterior ao primeiro clássico da época no Dragão. Para esta partida, Marco Silva faz uma alteração relativamente ao duelo, a meio da semana, com o Moreirense. Enzo Banechea volta à titularidade, substitui João Palhinha, Samuel Soares, Banáj e Tomás Araújo, Lenglet, Dal, Enzo Barreiro, Rafa, Prestianni, Sheldon e Pipavlidis. Este é o 11 do Benfica. Já o Gil Vicente, a linha de início com Locão, Esgaio, Helimbi, Buato, David Moreira, Zé Carlos, Losan, Murilo Costa, Gil Martins, Morales e Héctor Hernández. São estes os ons de Benfica e Gil Vicente para este encontro que arranca às 18h e é para ouvir aqui na Rádio Observador. Ainda no futebol, olhos postos no derby de Manchester entre United e City, com quatro portugueses em campo, dois para cada lado. Por agora, com mais de meia hora de jogo, regista-se o empate a zeros. O médio inglês Phil Foden foi expulso com o vermelho direto na equipa do Manchester City.

E ainda no desporto, a Seleção Nacional de Vôlei complicou hoje as contas no Europeu com a derrota frente a Israel.

Derrota surpreendente por 3x2 com parciais de 25x19, 20x25, 25x20, 22x25 e 7x15. Portugal soma assim a terceira derrota neste Eurovolei, que se realiza na Bulgária. Amanhã, a equipa orientada por João José volta a entrar em ação para enfrentar a Ucrânia, líder do grupo B com nove pontos. A equipa das Quinas tem apenas um ponto conquistado, ocupa a quinta posição, precisa de estar nos quatro primeiros lugares para seguir em frente na prova.

E falamos agora da rentrée política do LIVRE. A porta-voz Isabel Mendes Lopes acusa o governo de tentar aprovar o pacote laboral às postas no Parlamento.

O pacote laboral, entretanto chumbado em junho, a co-porta-voz do LIVRE considera agora que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho não vai desistir de fazer uma reforma na Lei do Trabalho e deixa, por isso, um alerta.

Não nos podemos deixar enganar, porque o pacote laboral foi derrotado pela força das ruas, pela força dos sindicatos, e isso mostra como é importante a cooperação, o movimento sindical e que tem de ser ainda mais reforçado. Mas não nos podemos deixar enganar, porque a ministra do Trabalho não vai desistir. Ela já disse que vai querer apresentar o pacote laboral às postas no Parlamento. E isso ainda é mais grave, porque é mais fácil ser passado, é mais fácil a extrema-direita fazer aprovar.

Isabel Mendes Lopes, no discurso de encerramento da rentrée política do LIVRE, que deixou ainda algumas medidas que pretende ver discutidas no Parlamento, no Orçamento do Estado, tais como um passe de mobilidade nacional, o reforço do abono de família e ainda uma rede pública de lares, são alguns dos desejos do LIVRE para a discussão do orçamento para 2027. As propostas têm de ser entregues no Parlamento até dia 12 de outubro.

E a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal defende que é possível chegar a um acordo sobre a reforma laboral.

É o que defende o líder desta organização, Gustavo Paulo Duarte, em entrevista ao "Negócios" e à Antena Um. Ainda assim, diz que é preciso que o documento contenha medidas que verdadeiramente interessam. Gustavo Duarte confessa que acredita numa reforma laboral, porque a discussão anterior veio provar que todos querem melhorias de condições. Em relação ao documento anterior, o líder da CCP diz que não é a única proposta possível e considera que uma nova reforma laboral deve agora abranger todos os setores de atividade. O presidente desta confederação diz, por exemplo, que a reforma anterior não resolveria os problemas no setor dos transportes. Governo e parceiros sociais reúnem-se agora na quarta-feira, no encontro que vai juntar também o ministro das Finanças.

E continuamos a olhar para o alerta deixado ontem pelo CEO da Anthropic, que pede um abrandamento no desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial. O professor José Tribolet pede regras na indústria e admite que os alertas não devem ser ignorados.

Dario Amodei, o CEO da Anthropic, já tinha proposto ontem um plano para regulamentar o crescimento da IA a nível internacional, com intervenção de governos de todo o mundo. Sublinhou depois a entrevista à CNN Internacional que é preciso dar tempo para gerir os riscos desta tecnologia. Na Rádio Observador, o professor de Sistemas de Informação do Instituto Superior Técnico, José Tribolet, partilha das mesmas preocupações e sublinha que há falta de regras nesta indústria.

Nós vivemos no espaço físico e no espaço virtual ao mesmo tempo. E nós não temos, neste momento, coletivamente, instrumentos institucionais, não temos instrumentos jurídicos, não temos instrumentos de supervisão, de repressão, de policiamento, que nos deem o mínimo de condições para perceber que nós podemos viver e conviver entre nós e com estes entes, estes agentes dotados de inteligência artificial e outros com menos inteligência, com um conjunto de regras.

José Tribolet, o professor de Sistemas de Informação no Instituto Superior Técnico, em entrevista à Rádio Observador. Também o ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Pedro Veiga, reconhece os perigos apontados por várias empresas e especialistas e diz que é a altura de os governos se chegarem à frente.

Tudo isto é muito complicado. Os governos têm de intervir, mas têm de ser os governos a nível mundial e também as nossas polícias que acompanham isso Devem verificar os criminosos, porque os criminosos não seguem a lei. Podemos ter umas leis lindíssimas, mas depois os criminosos atuam à margem da lei.

Pedro Veiga, o antigo coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, também em entrevista à Rádio Observador, apela a que sejam tomadas medidas efetivas, sujeitas à fiscalização para assegurar o cumprimento da lei.

A Escócia, o País de Gales e a Irlanda do Norte vão assinar uma declaração conjunta em defesa da autodeterminação destes países.

Isto porque, pela primeira vez, os três territórios descentralizados do Reino Unido são liderados por partidos favoráveis à independência. Os líderes reúnem-se amanhã em Cardiff, na capital do País de Gales, com a garantia de que a aproximação à Europa vai estar em cima da mesa. Maria Miguel Marques.

Os líderes da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte vão assinar uma declaração conjunta centrada em quatro áreas: economia, energia, Europa e relações internacionais, e autodeterminação. O objetivo, de acordo com o jornal Telegraph, é aumentar a pressão sobre o governo britânico para que reconheça o direito dos territórios a decidirem o próprio futuro constitucional. E a aproximação à União Europeia está no centro das discussões. A Escócia e o País de Gales defendem uma futura adesão ao bloco comunitário como Estados independentes. Já o partido irlandês Sinn Féin continua a promover a reunificação que permitiria à Irlanda do Norte regressar à União Europeia através da República da Irlanda. Esta cimeira surge poucos dias depois de Donald Trump, durante uma visita a Dublin, ter afirmado que gostaria de ver uma Irlanda unificada, apesar de que o Reino Unido poderia ter algo a dizer sobre isso. Mas o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, admitiu já a possibilidade de um novo referendo escocês, caso exista um consenso claro a favor dessa opção. Os líderes nacionalistas interpretam estas palavras como um sinal de abertura, mas Burnham deixa claro também que um novo referendo está fora de questão até depois das próximas eleições legislativas.

Maria Miguel Marques, com o memorando que vai ser assinado amanhã por Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte a exigir a independência sobre os próprios futuros constitucionais, no momento em que o primeiro-ministro escocês, John Swinney, afirma que Andy Burnham pode estar a preparar-se para ficar na história como o último primeiro-ministro do Reino Unido.

Ainda na atualidade internacional, o Irão volta a dizer que o acordo com Omã não leva à reabertura do Estreito de Ormuz.

Isto pelo menos até os Estados Unidos assumirem os compromissos no conflito. É o que diz o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, em entrevista ao Al Arabi Al Jadid. O governante remete a discussão para os termos do memorando de Islamabad, assinado em junho. O documento determinava o fim dos ataques e do bloqueio naval dos Estados Unidos, bem como a reabertura de Ormuz e o levantamento de todas as sanções. Ontem, Irão e Omã chegaram a acordo para a navegação em Ormuz, sem que isso signifique a total reabertura do estreito. Os iranianos continuam a acusar os Estados Unidos de não respeitarem o acordo assinado em junho.

E é assim que fechamos o jornal das 17h, edição do jornalista Carlos Pedro. Até já, Carlos.

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