Campanha de Lula pede que TSE investigue suspensão de serviços consulares
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta sexta-feira (2) que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) inclua a suspensão dos serviços consulares dos Estados Unidos nas investigações sobre interferência externa nas eleições brasileiras.
No pedido protocolado, a campanha destaca que a medida é tomada a dois dias do primeiro turno das eleições gerais. No documento, o grupo afirma que essa medida "projeta instabilidade sobre o ambiente do pleito".
Um dos argumentos usados pela campanha é uma carta escrita por três senadores estadunidenses. O documento endereçado à Casa Branca demonstra a preocupação dos parlamentares com ações do governo que "ameaçam a aliança estratégica com o Brasil e enfraquecem a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental". De acordo com os senadores, as ações mais recentes "apontam para um esforço de interferir — e potencialmente minar — a eleição geral do Brasil".
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A carta dos senadores foi escrita em 28 de setembro de 2026, antes do fechamento dos serviços consulares estadunidenses no Brasil. A campanha de Lula afirma que o principal ponto dessa carta é a suposta "campanha de interferência e desestabilização" no Brasil promovida pela Casa Branca ao longo dos últimos meses. O documento cita a aplicação de tarifas e de sanções direcionadas como "tentativa de influenciar" o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As investigações conduzidas pelo TSE são organizadas em três frentes: comunicacional, institucional e diplomática.
O pedido da campanha tem como base a interrupção dos serviços consulares dos EUA no Brasil. A decisão do governo estadunidense foi comunicada ainda na noite de quinta-feira (1), no site da embaixada do governo norte-americano depois de uma suposta ameaça na internet de um ataque terrorista às suas instalações.
O Departamento de Estado dos EUA, por meio do Departamento de Segurança Interna, avisou dessa ameaça às embaixadas. A informação foi compartilhada com a inteligência da PF (Polícia Federal) e a Abin (Agência Brasília de Inteligência).
De acordo com a inteligência estadunidense, a ameaça digital dizia que prédios dos EUA no Brasil e “seus aliados de língua inglesa” seriam atacados durante as eleições brasileiras, marcadas para este fim de semana.
Além dos EUA, a Austrália também comunicou o fechamento da embaixada em Brasília, alegando a "preocupação com segurança" que levou os EUA a suspender os atendimentos.
Nesta sexta, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para apurar suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos EUA no Brasil.
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