'Sou tão popular que os republicanos vão vencer', diz Trump sobre Midterms
Em reação às críticas sobre sua impopularidade, o presidente Donald Trump afirmou neste sábado, 10, que os republicanos vão vencer as eleições de meio de mandato, em 3 de novembro. Em publicação, ele acusou os democratas e a imprensa, a quem chamou de "parceiros no crime", de criar uma "narrativa falsa" de que seria tão "impopular" a ponto de levar o partido à derrota.
"Na verdade, é justamente o contrário. Eu sou tão 'popular' que os republicanos vão vencer", escreveu Trump na rede social Truth, e citou como prova os comícios com público recorde, incluindo o do Tennessee, onde disse que estará em breve.
O que dizem as pesquisas
Os números, no entanto, apontam em outra direção. Segundo a Reuters/Ipsos, a aprovação de Trump está em 33%, a menor de sua carreira política. Uma nova rodada da pesquisa registrou 32% e mostrou os democratas à frente dos republicanos, por 44% a 37%, entre os eleitores registrados.
A mesma sondagem apontou maior entusiasmo entre quem votou em Kamala Harris em 2024 do que entre os eleitores de Trump, fator que pode ser decisivo em uma eleição com participação historicamente inferior à de uma disputa presidencial.
Outra pesquisa, da YouGov/The Economist, dá aos candidatos democratas vantagem de nove pontos em escala nacional entre os eleitores inscritos. Entre os independentes, 59% dizem que vão votar em democratas, contra 27% que pretendem votar em republicanos.
Economia no centro da campanha
As preocupações econômicas voltaram ao centro do debate. Levantamento da AP-NORC divulgado na semana passada mostrou que apenas 17% dos americanos aprovam a atuação de Trump no controle do custo de vida, e 26% aprovam sua condução da economia. Além disso, 69% disseram que a guerra contra o Irã não valeu a pena.
A reação, porém, não é uniforme. Parte dos republicanos continua apoiando Trump e considera os custos do conflito um preço necessário para enfrentar o Irã. Outros não atribuem os aumentos exclusivamente ao governo e preferem manter o partido no controle do Congresso, o que sugere que o desgaste econômico não necessariamente se converte em votos para os democratas.
O que está em jogo
As midterms não elegem o presidente. Os americanos escolherão todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes, para mandatos de dois anos, e cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado.
Hoje, os republicanos têm 218 cadeiras na Câmara, contra 214 democratas, um independente e duas vagas. No Senado, são 53 republicanos, 45 democratas e 2 independentes.
Para assumir o controle do Senado, os democratas precisam conquistar quatro cadeiras dos republicanos. Embora haja disputas em 35 estados, analistas independentes consideram que apenas nove são competitivas. A maioria ocorre em estados vencidos por Trump em 2024.
O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, diz estar "muito confiante" de que o partido recuperará a maioria. O presidente da Casa, Mike Johnson, aposta que os republicanos conseguirão reverter a tendência histórica de perdas do partido que ocupa a Casa Branca.
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