00h. FENPROF avança com queixa contra ministro da Educação
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Notícias da meia-noite com a Beatriz Félix. Beatriz, o Irão propôs um plano para reabrir o estreito de Hormuz em sete dias e diz que a decisão está agora nas mãos dos Estados Unidos. E quem o diz é o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, que confirmou que hoje, através do Qatar, o Irão propôs um plano de sete dias aos Estados Unidos para reabrir o estreito de Hormuz, plano esse que entrará em vigor no momento em que Washington o aceitar. A decisão está nas mãos dos Estados Unidos. Abbas Araghchi acrescenta que se o governo norte-americano aceitar este plano amanhã, o período de sete dias começa imediatamente. Se as condições necessárias forem cumpridas, o estreito poderá ser reaberto e a passagem marítima normal restabelecida. Mas ainda assim, Abbas Araghchi avisa: o Irão não vai aceitar coação, ameaças ou intimidação e não vai abdicar dos direitos soberanos sob pressão. Vladimir Putin promete que a Rússia não vai entrar em guerra com a Europa e diz que não há motivos para o agravar do conflito. Citado pela agência russa Interfax, o presidente da Rússia garantiu, em declarações aos jornalistas, que o país não se está a preparar para quaisquer ações militares contra o continente europeu e que não existem razões para o agudizar da situação. Declarações que surgem após vários relatórios dos serviços secretos europeus e dos Estados Unidos que alertavam para uma eventual invasão de um país da NATO por parte da Rússia até ao final da década. Na análise, o professor de Relações Internacionais do ISCSP, Bernardo Valente, diz acreditar que a garantia deixada pelo presidente russo é verdadeira. Diz que a situação da Rússia no terreno, na guerra com a Ucrânia, está bloqueada.
Vladimir Putin também não tem interesse nenhum numa invasão declarada, num ataque declarado a um aliado da NATO ou da União Europeia, a um Estado-membro da União Europeia, porque se falarmos daquilo que era a realidade no terreno, que falávamos há pouco, nós vemos que a realidade no terreno está bloqueada, no fundo, e a taxa de mortalidade do lado russo é infinitamente maior do que do lado ucraniano. E se Vladimir Putin ou se a Rússia tem esta dificuldade em avançar no terreno, muita dificuldade terá em atacar um membro da NATO e depois ter que, perante a ativação do artigo quinto, lidar com todos os membros da NATO e com uma força ou com uma nova frente de batalha.
É a análise do professor universitário de Relações Internacionais, Bernardo Valente, no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Por cá, a Federação Nacional dos Professores admite que vai avançar com uma queixa contra o ministro da Educação. A FENPROF alega que Fernando Alexandre teve declarações insultuosas para com a estrutura sindical a propósito do processo de classificação dos exames nacionais. Contactado pela Agência Lusa, o secretário-geral da FENPROF, Francisco Gonçalves, diz que vai avançar com uma queixa formal.
Nós naturalmente entendemos que isso que o ministro afirmou é insultuoso e que merece, eventualmente, a apresentação de uma queixa formal, porque é importante sublinhar o seguinte: nós, FENPROF, nunca, ao longo dos últimos anos, apresentámos qualquer exigência do pagamento do serviço de exames. É mentira, é apenas sinal que o ministro não lê os ofícios que nós enviamos, porque há anos que a FENPROF exige, existindo exames, exige o pagamento desse serviço que é feito pelos professores.
Francisco Gonçalves, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, em reação às palavras do ministro da Educação, Fernando Alexandre, acusou hoje a FENPROF de tudo ter feito para que corresse mal o processo de classificação digital dos exames nacionais. A FENPROF vai então avançar com uma queixa na Procuradoria-Geral da República e pede a intervenção da Inspeção-Geral de Educação e também da Provedora de Justiça. Mário Centeno diz que não tenciona concorrer à liderança do PS, nem ser candidato a primeiro-ministro. Foi o que disse o ex-ministro das Finanças e também antigo governador do Banco de Portugal, na apresentação do livro "Contas Certas". Uma apresentação que, Martim Madeira, contou com várias figuras do PS.
Mário Centeno apresentou o livro "Contas Certas", com a coautoria do jornalista Filipe Santos Costa. Uma apresentação que contou com grandes nomes da história do PS. António Costa e o atual secretário-geral do partido marcaram presença. E momentos antes do evento, questionados sobre uma possibilidade de Centeno poder vir a ser um concorrente na liderança do PS, Mário Centeno e José Luís Carneiro tiveram uma interação, no mínimo, constrangedora.
Vou ter aqui um concorrente.
Um concorrente para quê?
Não sei. Você é que sabe.
Não.
Se há algum cartão, se Mário Centeno aceitar.
Isso é um assunto que diz respeito a Mário. Até já.
Uma questão sobre um cartão militante, que fica a cargo agora do ex-ministro das Finanças. Já no final do evento, Centeno explica que o livro é apenas uma visão sobre o caminho do país.
O meu papel neste momento é tão-só, e se calhar já não é pouco, o de apresentar aquilo que é a minha visão sobre o caminho que o país fez.
O ex-governante do Banco de Portugal utiliza ainda uma analogia de uma mesa de três pernas como uma obrigação de os governos darem estabilidade a Portugal.
É obrigação de quem está e quem vive o ciclo político em cada momento, criar essas mesas de três pernas. Cada momento permite fazer o país avançar. Não vai ser entregue pelo IKEA, nem vêm as instruções de montagem. É preciso construí-las.
Já sobre vir a ser primeiro-ministro, Centeno recusa.
Não gostava nada de ser primeiro-ministro.
Ainda sobre uma comparação, sobre ser o novo Passos Coelho da esquerda, Mário Centeno diz que é uma comparação sem qualquer cabimento.
Essa comparação é despropositada, porque o nosso passado é completamente diferente e não há nenhuma comparação possível Mesmo entre uma situação e a outra.
O livro Contas Certas, de Mário Centeno, uns bastidores da vida do ministro, que no final até tem direito a uma playlist, com a primeira música a ser de Amália, e que Centeno diz ter dedicado ao secretário de Estado do Orçamento em 2016.
É um trabalho do jornalista Martim Madeira. Já aqui no final, ao som de Conta Errada, um fado de Amália Rodrigues. É também uma música que está no início de uma lista de músicas, que é incluída no livro apresentado por Mário Centeno.
E a Iniciativa Liberal defende que o governo tem a obrigação moral de descer o ISP.
Em declarações aos jornalistas, Mariana Leitão afirma que os portugueses estão a ser afetados todos os dias pelo aumento do preço dos combustíveis e diz que o executivo está moralmente obrigado a ajudar as pessoas através da redução do imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos.
O governo legalmente não é obrigado, moralmente é obrigado. As pessoas estão a passar mal, as pessoas estão com dificuldades. Várias pessoas, famílias, são profundamente afetadas por isto. Não é só o custo da gasolina, é o custo depois em tudo o resto, pelo impacto que esse aumento do custo dos combustíveis tem. Portanto, moralmente, o governo devia pôr a mão na consciência e fazer a sua parte. E a sua parte é, uma vez na vida, em vez de virem com o argumento "não estamos a faturar", poder dizer uma vez que seja: "Estamos verdadeiramente a ajudar as pessoas".
A líder dos liberais revelou ainda que o partido enviou ontem um conjunto de perguntas à ministra do Ambiente para perceber qual a situação das reservas energéticas de Portugal. Criticou também a atitude que diz ser paternalista por parte do governo ao pedir aos portugueses que se poupe combustível.
O PCP quer mais esclarecimentos sobre as reservas de combustível do Estado e critica aquilo que apelida como política da porcelana.
Em causa está a mobilização de parte das reservas estratégicas nacionais de combustível para França. A ministra do Ambiente explicou esta semana que Portugal se viu obrigado a enviar uma parte das reservas de combustível para França, por falta de capacidade de armazenamento em Portugal. Estes foram esclarecimentos que surgiram depois de dúvidas levantadas por José Luís Carneiro. Em reação, Paulo Raimundo questiona a justificação dada pelo governo sobre a reserva estratégica e pergunta o que o governo tenciona fazer.
Perante essa justificação que levou a todo esse processo, qual é a situação com a qual estamos confrontados? É uma multinacional, neste caso espanhola, poder vir a ficar nas mãos com a única refinaria que o país tem, que é a refinaria de Sines. E o governo sobre isso não diz nada? O PS sobre isso não diz nada? Estão preocupados com a reserva estratégica e não estão preocupados com aquilo que pode acontecer amanhã, que é ficarmos sem nenhuma possibilidade, tendo reservas, não poder refinar?
As palavras de Paulo Raimundo, que explicou à Agência Lusa que o PCP submeteu no Parlamento uma pergunta dirigida ao governo. Os comunistas querem agora saber quais são os custos e quem paga, e se de fato o governo procurou todas as possibilidades no território nacional de reter essa reserva. O dirigente comunista aproveitou também para apontar o dedo aos partidos da política de porcelana, palavras usadas por Paulo Raimundo, por não quererem taxar lucros extraordinários e focarem o debate na redução dos impostos.
A fechar, Beatriz, vamos a outros temas em destaque.
Falamos do governo, que vai lançar em outubro um projeto piloto para controlar a população de javalis nas zonas mais críticas do país. A iniciativa pretende travar a destruição na agricultura, o risco de acidentes rodoviários e a aproximação destes animais às povoações. O plano prevê a criação de incentivos ao abate da espécie, em articulação com os municípios, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e os caçadores. Os 11 conselhos do Médio Tejo também já manifestaram disponibilidade para integrar esta fase inicial de testes. E ainda, o Tribunal da Relação do Porto decidiu mandar repetir o julgamento do processo de doping da W52 Futebol Clube do Porto. Foi considerada prova ilegal a declaração do antigo diretor desportivo, Nuno Ribeiro, prestada através da leitura de um escrito. A 12 de dezembro do ano passado, tanto Adriano Quintanilha, o antigo dono da W52 Futebol Clube do Porto, como Nuno Ribeiro, foram condenados a uma pena de quatro anos e nove meses de prisão efetiva por administração de substâncias e métodos proibidos aos atletas do clube azul e branco.
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