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Friday, October 30, 2026

Imprensa americana afirma que um assessor do governo Trump ajudou Flávio Bolsonaro a fugir para os Estados Unidos

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O jornal americano “Wall Street Journal” foi o primeiro a publicar, na quarta-feira (28) à noite, a informação de que o assessor de comunicação da Casa Branca, Jason Miller, ajudou a conseguir o avião particular que transportou Flávio Bolsonaro e a família na madrugada. Segundo o jornal, Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente argentino, Javier Milei, também fez parte do plano.

"Depois de cruzar a fronteira do Brasil com a Argentina, o carro de Flávio Bolsonaro foi escoltado pela Polícia de Segurança Aeroportuária da Argentina até o posto de controle de imigração do Aeroporto Internacional das Cataratas do Iguaçu. Santiago Caputo manteve contato direto com Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que mora nos Estados Unidos desde o ano passado, para coordenar a operação. No aeroporto, um jato particular da Baires Fly, empresa de voos fretados, aguardava a família”.

Nesta quinta-feira (29), o jornal “New York Times” também publicou a informação de que o funcionário da Casa Branca estava envolvido; que Eduardo Bolsonaro também era o contato direto com Jason Miller; e que o plano começou a ser orquestrado na segunda-feira (26).

Jason Miller voltou a integrar a equipe da Casa Branca em setembro, de maneira temporária. Ele já tinha atuado como um dos principais assessores de Trump durante o primeiro mandato e as duas campanhas presidenciais. Chegou a visitar o Brasil em 2021 e se encontrou com o então presidente Jair Bolsonaro e o então deputado Eduardo.

À época, quando embarcava de volta para os Estados Unidos, foi detido para prestar depoimento por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito que apurava manifestações antidemocráticas.

Flávio Bolsonaro com Alexandre Ramagem e com Eduardo Bolsonaro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Donald Trump já confirmou que autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro no país. Flávio Bolsonaro e a família receberam autorização temporária de entrada, usada, em geral, por razões humanitárias. Esse status permite que a pessoa permaneça nos Estados Unidos enquanto regulariza a situação do visto.

O Departamento de Estado não confirmou que tipo de visto vai dar a Flávio. Mas, segundo a imprensa americana, o governo vai acelerar o processo de emissão do status de residente permanente, conhecido como green card, o mesmo concedido ao irmão Eduardo. Para a maioria dos imigrantes, esse processo pode levar anos.

Na quarta-feira (28) à noite, os ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem publicaram em redes sociais fotos com Flávio Bolsonaro. Ramagem e Eduardo são alvos de mandados de prisão no Brasil.

O presidente americano voltou a falar, nesta quinta-feira (29), que a eleição brasileira foi, nas palavras dele, uma vergonha. Questionado se tem planos para parabenizar Lula pela vitória, Trump respondeu que vai conversar com ele. Disse que não quis apoiar nenhum dos lados na eleição a pedido de Lula.

A Casa Branca não respondeu aos questionamentos do Jornal Nacional. Jason Miller e o governo argentino não retornaram o contato.

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