No meu governo não tem essa de ficar discutindo ajuste fiscal, faço ajuste na prática, diz Lula
"Nesse País, não tem político nem banqueiro que tenha coragem ou autoridade de discutir responsabilidade fiscal comigo", afirmou o presidente da República.
Lula defendeu o aumento do salário mínimo como uma das principais políticas públicas de seu governo. Disse que provou que "aumentar o salário mínimo não causa inflação nesse País, causa poder de compra e melhoria da vida do povo trabalhador".
"Enquanto eu for presidente, salário mínimo vai ter inflação e mais crescimento do PIB. Todos os trabalhadores, e aposentados, que já trabalharam muito, têm o direito de receber", declarou.
O plano de governo de Lula fala, de forma genérica, sobre a necessidade de ter "responsabilidade fiscal" em um eventual quarto mandato. O documento fala que, "para consolidar esse ciclo e dar um salto de desenvolvimento, é necessário continuar implementando uma política macroeconômica comprometida com o crescimento, a redução das desigualdades, a valorização do trabalho, a responsabilidade ambiental, a responsabilidade fiscal, a queda dos juros e a inflação controlada".
O programa também fala que é preciso "criar as condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e assegurando uma política fiscal responsável" para que seja possível impulsionar os investimentos e o crescimento econômico.
A forma como a campanha do presidente e candidato à reeleição lida com o assunto causou atritos há cerca de dois meses. O ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo, deixou de dar entrevistas após a repercussão negativa de algumas falas suas a integrantes do mercado financeiro.
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