Tencati destaca inteligência do Botafogo-SP contra Ponte e alerta: “Sequência pesada”

O jogo foi decidido no primeiro tempo, com um gol de pênalti de Rafael Gava aos cinco minutos e outro de Patrick Brey aos 39, o que fez com o que o time evitasse um desgaste físico maior ao longo do duelo.
- Temos que exaltar a vitória. Era um jogo que a gente tinha obrigação de vencer e cumprimos a missão. Não foi um jogo encantador, mas o adversário provoca isso. A gente cometeu alguns erros de passes desnecessários. Então, paciência. Se o adversário não nos pressiona, está trabalhando marcação baixa, circula até achar um buraco. Está ganhando o jogo, fizemos o placar no início. Então, porque a pressa? “Ah, o torcedor está chiando na arquibancada”. Deixa chiar.
- Não estou preocupado com o chiado do torcedor de ir para frente de qualquer jeito. De qualquer jeito toma gol e ficou clara a proposta da Ponte Preta, de contra-ataque. Um jogo perigoso. Acredito que a equipe fez o que tinha que fazer desde o início. Teve o gol no começo e isso dá tranquilidade – explicou o treinador.

Gols Botafogo-SP 2 x 0 Ponte Preta pela 30ª rodada da Série B
O time praticamente não foi atacado durante a partida, valorizou a posse de bola e, no segundo tempo, teve bolas na trave e parou nas defesas do goleiro Vinícius Ferrari. Além disso, Vilar teve um gol anulado por impedimento.
Na visão de Tencati, não era necessário forçar mais o jogo, já que o time tem uma sequência dura pela frente, com o líder Vila Nova em casa, no sábado, e Operário-PR fora, no dia 7.
- Eu vejo que, até o primeiro, eles ousaram um pouco mais. Quando aconteceu o gol cedo, eles tiveram energia para pressionar e deram mais espaço. No segundo tempo, eles mudam o sistema e passam de 4-4-2 para o 5-3-2, fechadinho. Eles esperavam que o Botafogo ia se atirar para ter contra-ataque, tanto é que eu cobrei isso, porque demos contra-ataques perigosos. Ficou um pouco mais lento, mas a gente pediu. Só faltou trocar de corredor mais rápido. Mas a gente gerenciou bem e criou mais situações no segundo tempo.
- O resultado aconteceu, poderia ser um placar maior, tivemos oportunidade, o goleiro fez duas, três defesas importantes. Soubemos controlar o final, tanto é que fiquei gritando. A gente precisava do resultado. Para que ficar gastando energia de querer o terceiro, quarto gol para correr risco de desorganizar? Toca a bola, porque temos um jogo daqui a três dias, temos que economizar energia. E a sequência é pesada, com o Vila em casa e Operário-PR fora.
Cláudio Tencati, técnico do Botafogo-SP, em coletiva após vitória contra a Ponte — Foto: Fábio Marchiseli/CBN
O resultado fez o Botafogo quebrar um jejum de sete jogos sem vitória. Com 35 pontos, o time abriu cinco da zona de rebaixamento, mas segue na 16ª posição. Para Tencati, o grupo entendeu a importância do duelo contra o lanterna do campeonato e assimilou a pressão pela vitória.
- Focar só na vitória, vitória, vitória, vai gerar uma pressão. Focamos em pequenas ações, com jogo com a bola, bola parada, sem a bola. Focamos nisso. E, ainda, uma dividazinha deles, foram alguns erros de passe. Mas também ficamos mais com a bola e é normal errar mais, porque ia ter mais a bola. A gente estava focado em ganhar e isso aconteceu. O grupo assumiu a responsabilidade. Contra o Athletic já foi espetacular em reverter um resultado negativo. A caminhada continua. É apenas um jogo. Era obrigação e cumprimos essa meta. Agora é pensar lá na frente.
O jogo entre Botafogo e Vila Nova é neste sábado, às 18h30, em Ribeirão Preto (SP).
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