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Friday, September 18, 2026

Em MG, Lula diz que não vai dar 'colher de chá' à direita e que Trump não 'pode se meter' na eleição

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Durante seu discurso em uma caminhada pelo bairro Maracanã, Lula disse que não "vai dar colher de chá para a extrema direita desse país, uma direita fascista que fica pedindo para que o Trump intervenha no Brasil."

Lula ainda completou dizendo que "Trump sabe que não pode se meter na nossa eleição, porque este país não é governado por qualquer um. É governado pelo filho da dona Lindu, nordestino que tem orgulho da terra em que nasceu e tem orgulho deste país."

Lula durante ato de campanha em Montes Claros — Foto: Daniel Cristian

Sobre seu principal rival, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto, Lula afirmou:

"Eu não quero ser comparado com o Flávio, porque ele não é ninguém. Eu quero ser comparado com o pai dele, que foi presidente da República. O pai dele que governou quatro anos. Eu quero me comparar com o pai dele que tentou dar o golpe de 8 de janeiro. O pai dele que tramou a minha morte e a morte do Alckmin e a morte do presidente do Tribunal Superior Eleitoral."

Valorização do SUS

Antes de participar da caminhada, Lula fez uma visita a uma fábrica farmacêutica instalada na cidade, onde conheceu a linha de produção de embalagens e medicamentos.

Ao discursar, afirmou que o fortalecimento da saúde pública e os investimentos em setores estratégicos são fundamentais para o desenvolvimento do país.

Ao lado de autoridades e representantes da indústria farmacêutica, ele destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) para a população brasileira.

Segundo Lula, a existência de uma indústria da saúde no Brasil está diretamente ligada à estrutura do SUS. "A gente só pode pensar em criar uma indústria de saúde aqui no Brasil porque a gente tem um extraordinário consumidor que é o SUS."

Lula durante visita em indústria farmacêutica em Montes Claros — Foto: Daniel Cristian

Lula ressaltou que o sistema garante atendimento sem distinção social e citou programas como o Farmácia Popular. "Saúde é um direito de todos, não privilégio de quem tem dinheiro. É um direito de toda pessoa", declarou.

Ao falar sobre os impactos das políticas públicas na qualidade de vida da população, Lula associou o aumento da expectativa de vida ao acesso à alimentação e aos medicamentos. "As pessoas comendo mais, as pessoas tendo remédio de graça, as pessoas se cuidando mais, vivem mais", disse.

Durante o discurso, o presidente também relembrou a criação do SUS na Constituição de 1988 e afirmou que o sistema enfrentou resistência ao longo dos anos. Segundo ele, a pandemia de Covid-19 reforçou a importância da rede pública de saúde.

"Veio a Covid e quem mostrou a cara? Quem salvou esse país foi exatamente o SUS", declarou.

Lula também elogiou a atuação de profissionais da saúde durante a pandemia e criticou a condução federal do setor naquele período.

Lula disse que o governo trabalha para reduzir filas por consultas, exames e atendimentos especializados. Segundo ele, uma das prioridades da gestão é garantir que os pacientes tenham acesso ao diagnóstico e ao tratamento em menor tempo.

"Se uma pessoa pobre de Montes Claros precisar fazer radioterapia, ela vai fazer numa máquina igualzinha à que o Trump vai fazer nos Estados Unidos, igualzinha à que o Xi Jinping vai fazer na China."

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