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Thursday, October 8, 2026

9h. Previsto novo dia de manifestações em França

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São 9 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Álvaro Almeida deve abandonar a direção executiva do SNS ainda antes do final do mandato. O governo está a preparar uma série de transformações na área da saúde.

E à semelhança do que aconteceu primeiro na Educação, depois na Justiça, é o ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, quem lidera esta reestruturação. A reforma será apresentada em breve. Não está fechada, mas o Jornal Público revela várias alterações. Carlos Pedro, a direção executiva do SNS deve dar origem a um novo organismo com a fusão de outras duas entidades.

A Administração Central do Sistema de Saúde, a entidade que gere o dinheiro do setor e parte dos serviços partilhados do Ministério da Saúde, que deverá ficar apenas com a área digital. Há outra alteração de fundo, com nova fusão, neste caso da DGS e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Daqui nascerá uma agência de saúde pública. Nada está fechado, mas o Público refere que o governo pretende apresentar em breve a reforma da saúde, sendo que algumas das revelações apresentadas hoje pelo jornal já não são segredo.

Um dos destaques dessa reestruturação vai para o término da era Álvaro Almeida. O Público diz que o atual diretor executivo do SNS não gostou de saber que não faz parte dos novos planos.

Ficou desagradado, sim, conta o jornal Público. Deve sair ainda antes do mandato terminar, em fevereiro de 2028. Há, entretanto, dois nomes em cima da mesa para assumir a liderança da próxima estrutura. Dois nomes com ligações ao PSD. Falo do antigo deputado Nuno Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Barcelos, e ainda de Carlos Martins, o atual presidente da ULS de Santa Maria e que foi secretário de Estado de Durão Barroso. Nada decidido. Certo é que a direção executiva do SNS teve três presidentes nos últimos quatro anos.

Carlos Pedro, com as mudanças na saúde, que o governo da AD pretende apresentar brevemente, a direção executiva do SNS foi fundada, apresentada em 2022 pelo governo de António Costa, apresentada como a solução para melhorar a gestão do Serviço Nacional de Saúde. Quatro anos e três presidentes depois, deve agora ser substituída por uma nova estrutura.

Este vai ser o tema do Explicador, para ouvir já a seguir a este jornal. Conosco vão estar Fernando Leal da Costa, antigo ministro da Saúde, e Francisco Georges, antigo diretor-geral de Saúde. Ainda na saúde, a Maternidade Alfredo da Costa vai perder cinco obstetras. Estes profissionais vão para Vila Franca de Xira ajudar a reconstruir o serviço de ginecologia e obstetrícia do hospital.

Começam já a 1 de novembro. Vão reforçar o serviço de Vila Franca de Xira, que só tem uma médica. O Observador confirmou que esta mudança foi coordenada pela Comissão de Acompanhamento da Resposta em Urgência de Ginecologia Obstetrícia. As novas contratações a tempo inteiro pretendem garantir que o hospital volte a ter as consultas de ginecologia, obstetrícia e cirurgias sem necessidade de recorrer a prestadores de serviço. Recorde-se que a falta de médicos levou ao encerramento da urgência de obstetrícia em abril deste ano. O impacto da saída dos especialistas de Alfredo da Costa é ainda incerto.

E falamos agora do Orçamento do Estado. O governo entrega hoje a proposta no Parlamento, dois dias antes do previsto.

O ministro das Finanças vai entregar o documento pelas 14h15 ao presidente da Assembleia da República. Pouco depois, às 16h, Joaquim Miranda Sarmento vai dar a habitual conferência de imprensa de apresentação das medidas no Ministério das Finanças. Para já, são conhecidos poucos pormenores, mas já se sabe que vem aí uma nova descida do IRS, que foi ontem anunciada por Miranda Sarmento no Parlamento. O Parlamento que vai depois debater a proposta na generalidade nos dias 27 e 28 de outubro. A votação final global está prevista para 24 de novembro.

Entretanto, o secretário-geral do PS reforça que não espera surpresas na proposta de Orçamento do Estado para 2027 e volta a confirmar a viabilização.

O PS já anunciou que vai abster-se na votação de forma a viabilizar o documento. José Luís Carneiro repete que o partido não vai empurrar Portugal para um precipício ao chumbar a proposta e diz acreditar na palavra do primeiro-ministro e do ministro das Finanças sobre o conteúdo do Orçamento.

Não vejo que o governo apresente uma proposta que altere substantivamente aquilo que já apresentou à direção da bancada parlamentar. Naturalmente que se trouxesse cortes nas pensões, aumentos dos impostos, alterações do Serviço Nacional de Saúde, isso seriam propostas que seriam inaceitáveis. Mas estou a crer na palavra que foi dada pelo primeiro-ministro e também pelo ministro das Finanças.

Declarações de José Luís Carneiro ontem, ao final da tarde, em Lisboa. O PS já tinha anunciado a abstenção. Afirma que o governo respondeu às exigências dos socialistas, sobretudo em matéria de pensões e na revisão constitucional.

A Rádio Observador vai transmitir em direto a conferência de imprensa de apresentação do Orçamento do Estado. Falamos agora do ataque com coquetel Molotov na Marcha pela Vida, que aconteceu em março. O Tribunal da Relação de Lisboa conclui agora que só o acaso evitou o pior e afirma que as suspeitas de terrorismo estão fortemente indiciadas.

Nelson Vassalo, designer e militante do PS, entretanto suspenso, atirou um coquetel Molotov durante uma manifestação em defesa dos valores da vida humana. Os desembargadores da relação consideram fortemente indiciado que o suspeito atirou o rastilho do engenho antes de o lançar contra os manifestantes e explicam que foi lançado num movimento semelhante ao de uma granada. É o que pode ler-se no acórdão a que o Observador teve acesso. E só não provocou um incêndio porque a chama se apagou durante o voo. Os desembargadores alertam que se isso tivesse acontecido, poderia haver ferimentos graves, até mortes. O acórdão adianta, por isso, que as suspeitas de terrorismo reunidas pelo Ministério Público estão fortemente indiciadas. O Observador apurou que a investigação deve terminar até 16 de outubro, data limite da atual prisão preventiva do responsável pelo ataque, Nelson Vassalo.

Este é o artigo que faz manchete a esta hora no nosso site. É um artigo assinado pelo redator principal do Observador, Luís Rosa. O secretário de Estado norte-americano visita hoje Portugal. Depois de visitar a Islândia e a Grécia, Marco Rubio termina em Lisboa o périplo de quatro dias pela Europa.

Vai reunir-se com Luís Montenegro e Paulo Rangel para discutir defesa, economia e tecnologia. Está prevista uma conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Negócios Estrangeiros. Na análise, o tenente-general Marcos Serronha considera que Marco Rubio pode tentar tranquilizar os europeus sobre os problemas com os caças F-35 norte-americanos.

Temos que pensar duas vezes antes de comprar um determinado tipo Tipo de equipamentos militares que são muito caros e que são importantes e que possam estar sujeitos às atitudes dos governos americanos. E essa é uma questão que eu julgo que Mark Rubio vem de algum modo tentar desmistificar que não é assim e tentar convencer alguns países que estavam numa direção de compra dos aviões F-35 e que do momento, especialmente com a guerra do Irão, do pé diante, tiveram algumas dúvidas. Essencialmente, julgo que é uma questão económica e uma questão também de algum agradecimento político para o futuro.

O tenente-general Marco Serronha, que esteve esta manhã no gabinete de guerra. Os países europeus têm expressado algumas preocupações em relação à compra de caças F-35 aos Estados Unidos. São agora 9h07. Carla, que outras notícias marcam esta manhã? Em França, pode ser um dia de novos protestos estudantis. Está marcada para esta tarde mais uma mobilização. Ontem o primeiro-ministro francês falou ao país para anunciar medidas para o setor da educação, mas os alunos mantêm os protestos. Em Espanha, a noite foi também de protestos e vigílias, e isto depois da morte de Mari Carmen, a mulher que se tornou o rosto das manifestações contra a crise na habitação. E agora quero saber se vocês são bons a estacionar o carro ou se são daqueles que andam às voltas para trás e para a frente para ver se conseguem. Não, até sou boazinha. Não.

Não, também não.

Até faço benzinho. Também não. Mas os vossos apitam por todo lado. O teu, pelo menos. O meu só apita marcha atrás.

Pois, o meu também.

O do Paulo apita de frente, de lado, por cima, por baixo.

O que só dificulta tudo.

O carro do Paulo até estaciona sem o Paulo ao volante.

Quase.

Vá lá, Mercedes. Obrigada, senhora. Senhora? Como é que se chama? É Mercedes. É Mercedes. Está bem, está. Para algumas pessoas que não têm estas facilidades dos carros modernos, estacionar em paralelo pode ser um problema. Há um campeonato mundial de estacionamento em paralelo, que aconteceu no último fim de semana em Filadélfia, nos Estados Unidos. E como é que a perícia é testada? Os concorrentes tiveram de estacionar em paralelo, com cada uma das provas a ter cada vez menos espaço e menos direito a fazer movimentos com o volante. Além disso, na última prova, os participantes tinham de estacionar num espaço muito curto, enquanto eram distraídos com situações do dia a dia, movimento à volta. E quem é que venceu? Chama-se Mário Zuka, é um dos três finalistas. Ganhou o prêmio, não uma air fryer, calma, mas o direito a estacionamento gratuito no centro de Filadélfia. É bem bom. Venha para cá este passatempo, então.

São umas boas dezenas de horas.

Os nervos que isso poupa.

Se não gostam de estacionar em paralelo, estacionem em alcatrão.

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