Luís Mendes: "Aquilo só podia ser um filme"
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Luís, bem-vindo a esta emissão. Estamos quase aqui em cima da hora.
O que eu vou dizer? Já contei esta história, não é uma história, mas infelizmente foi a realidade há 25 anos atrás, que destruíram as duas torres e os prédios à volta. Infelizmente, não houve sobreviventes. E foi um caso muito sério, porque quando cheguei ao local da tragédia e deparei-me com o que vi, foi ultrreal, foi muita coisa em pouco tempo.
E como é que se ultrapassa isso?
Eu cheguei ao meu escritório de manhã, já o ataque tinha começado, eu estive no meu escritório. Passada meia hora, uma hora, pediram para começar a preparar para ir para baixo, para Manhattan, como o escritório é em Queens. E quando venho para baixo, um carro de polícia foi me buscar a Queens, ao meu escritório, e trouxe-me para baixo. E eu quando entro em Manhattan e vejo aquelas cenas de pessoas a correr pelas ruas acima, foi como se o fim do mundo tivesse chegado.
É um cenário muito irreal, não é?
É surreal. É uma situação surreal. E quando lá cheguei e vi a situação dos prédios, aquilo só podia ser um filme. Mas neste momento, teve que passar um filme para tentar ajudar os bombeiros na parte de salvamento. E passado um mês, passou de salvamento para remoção de escombros. E aí tornou-se um caso mais difícil, porque todo aquele trabalho foi feito à volta de planos, estudos, engenharia e muita coordenação e muita logística, por fases. Um trabalho espetacular, porque foram 3 mil pessoas a trabalhar 24 horas por dia. Como trabalhos, espero vir a fazer uma coisa assim, mas não naquela situação.
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