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Friday, October 30, 2026

As notícias das 9h

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Pressão 91. Começamos este jornal com o ranking das escolas. É mais uma vez liderado pelos colégios privados a norte do país e a média nos exames nacionais comprova que a situação das escolas públicas piorou no ano passado, quando comparada com 2024.

No ranking desse ano, a melhor instituição pública aparecia na posição 37. Os mais recentes dados mostram que este ano é preciso descer até à linha 44. Carlos Pedro.

É lá que encontramos a Escola Básica e Secundária de Vale do Tamel, situada na freguesia de Lijó, no Conselho de Barcelos. Mas há aqui uma particularidade: nesta escola, no ano passado, realizaram-se apenas 28 exames nacionais nas disciplinas de Física e Química A, Biologia e Geologia. Isto porque os alunos internos de 12º ano desistiram de fazer exame de Português, que era obrigatório para concluir o secundário. Sendo assim, a escola pública que melhor ocupa este ranking é a Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, que aparece na posição 47 e onde foram realizados mais de 1400 exames nacionais. Mas mantém-se, de facto, a tendência de descida das escolas públicas no ranking nacional, ao passo que acontece o contrário no fim da tabela. Aí percebe-se que oito das 10 piores escolas são públicas. Feitas as contas, das 50 melhores escolas do país, tendo em conta os exames nacionais, apenas 6% são públicas.

numa lista, Carlos, que é novamente liderada pelo Grande Colégio Universal, no Porto. Falamos de uma instituição privada.

Sim, e se há coisa que fica perceptível nestes dados é que as escolas privadas dominam a tabela, sobretudo as do Norte. Sete das primeiras 10 instituições estão na região Norte do país. O domínio é quebrado na quinta posição, que é ocupada pela Academia de Música de Santa Cecília, uma escola também privada e habituada aos tops, situa-se em Lisboa. Abrindo um ângulo de análise às melhores 50 escolas do país, constatamos que 23 escolas são do Norte de Portugal, 22 da região da Grande Lisboa, quatro do Centro e ainda uma instituição do Algarve.

E desde o ano letivo de 2020/21 que o Ministério da Educação tem disponibilizado dados para outro indicador, a equidade. É o indicador que pretende analisar se as escolas estão ou não a funcionar como elevador social. E os números não são animadores aqui.

Sim, porque aumentou também o número de escolas com pontuação negativa neste parâmetro. Em 2021, eram 122 escolas. No ano passado, eram 139, agora são 148. Ou seja, em 148 estabelecimentos de ensino, a percentagem de alunos carenciados que concluíram o ensino secundário com sucesso em três anos foi inferior à média nacional dos alunos com o mesmo perfil. O grande destaque pela positiva vai para a Escola Secundária Dr. Júlio Martins, no Conselho de Chaves, onde 25% dos alunos recebem apoios sociais e desses, 96% concluíram o ensino secundário em três anos. Neste top 10 de equidade, também se nota aqui um forte domínio do Norte do país, com sete escolas em 10.

Carlos Pedro, com alguns dos destaques do ranking das escolas referente a 2025, que conta ainda com este indicador da equidade, que serve para perceber se as escolas têm funcionado como elevador social. Também neste parâmetro nota-se esse domínio das escolas a norte do país, mas com predomínio das públicas e não das privadas. São algumas das conclusões do ranking elaborado pelo Observador em parceria com a Nova SBE, com base nos dados oficiais avançados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

E este vai ser o tema do Explicador. Já a seguir a este jornal, contamos com o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, Flim Clima, e com o investigador na área da educação, Pedro Freitas. Vai ser mais um fim de semana de protestos pela habitação. Amanhã há uma nova manifestação em Lisboa e o movimento A Acampada admite voltar a montar as tendas no Rossio.

Os manifestantes vão partir do Largo do Carmo às 16h, em direção à Praça do Rossio. Admitem voltar a montar tendas na rua. Essa decisão só vai ser tomada hoje, na chamada Assembleia Popular. A PSP garante que vai acompanhar os protestos. Há outro destaque. A organização da acampada de Lisboa garante que não vai sair da Praça do Rossio para dar lugar ao habitual mercado de Natal. Já no Porto, os manifestantes voltam a propor uma reunião com o presidente da Câmara, presencial, desta vez no Teatro Rivoli, a 9 de novembro. A organização afirma que o convite para reunião com o autarca continua, por isso, de pé.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia remete para a Direção Nacional da PSP explicações sobre as intervenções nos protestos pela habitação.

O Paulo Santos sai assim em defesa dos agentes da PSP nas intervenções das últimas semanas, que têm sido alvo de críticas. Lembra que no terreno os polícias limitam-se a cumprir ordens superiores. Se são ordens operacionais ou políticas, Paulo Santos diz que cabe ao diretor nacional explicar.

As populações têm que entender que, normalmente, quando se faz apreciações a quente, ficam sempre um pouco inquinadas. Mas a verdade é que a PSP, os operacionais da PSP, têm dado provas daquilo que é o seu profissionalismo e todos sabemos da complexidade e da exigência da missão. Mas não nos esqueçamos de uma coisa: os profissionais no terreno cumprem as ordens que são emanadas superiormente. Agora, se as ordens são dadas politicamente ou operacionalmente, isso caberá dizer ao senhor diretor nacional da Polícia de Segurança Pública.

Declarações do presidente da ASPontem à noite, durante o protesto junto à residência oficial do primeiro-ministro em Lisboa. Os agentes da PSP e os militares da GNR saíram à rua para reivindicar melhores condições de trabalho. Deixaram o aviso: os protestos vão continuar se o governo não apresentar em breve propostas negociais.

As farmácias fazem um balanço positivo da campanha de vacinação contra a gripe, mas, Carla, há dificuldades no acesso às vacinas para quem não tem direito à vacinação gratuita.

A presidente da Associação Nacional de Farmácias explica que houve uma redução do número de vacinas devido a constrangimentos na produção. O processo de fabrico começou mais tarde e houve dificuldades industriais. Em entrevista à Rádio Observador, Ema Paulino explica também que é importante distinguir os dois contingentes. Para quem tem direito à vacina gratuita, através do SNS, não são esperadas dificuldades. Já o contingente privado, aí a disponibilidade é menor e as dificuldades de acesso já se notam para quem vai às farmácias.

Importa aqui fazer uma distinção entre aquilo que é o contingente do Serviço Nacional de Saúde para a campanha de vacinação, para a qual foram selecionados grupos específicos da população, que são grupos mais frágeis e que, portanto, mais beneficiam da vacina, e o contingente privado, que é aquele contingente que está disponível nas farmácias comunitárias para pessoas que apesar de não serem elegíveis para a vacinação gratuita do Serviço Nacional de Saúde, têm uma prescrição para a vacina da gripe. E é para este segundo contingente privado que há efetivamente uma redução do número de vacinas disponível quando comparamos com anos anteriores.

Apesar destes constrangimentos, o balanço geral da campanha de vacinação é positivo. De acordo com Emma Paulino, o número de vacinas administradas até agora é superior ao registrado no mesmo período do ano passado, tanto para a gripe como para a Covid-19.

São agora 09h08, já a seguir o explicador sobre o ranking das escolas. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã?

Pedro Nuno Santos critica a abstenção do PS na votação do Orçamento do Estado. O antigo secretário-geral socialista fala num cheque em branco ao governo. Em entrevista à Rádio Renascença, Pedro Nuno Santos volta a criticar a AD pelas intervenções policiais nos protestos pela habitação e afasta também um regresso à vida política ativa. Diz que não quer atrapalhar a liderança de José Luís Carneiro. Em Israel, os resultados finais das eleições confirmam a vitória do Likud e do bloco liderado por Benjamin Netanyahu, mas sem maioria. Com todos os votos contados ao fim de três dias, o primeiro-ministro consegue 53 deputados, contra 48 alcançados pelo bloco de oposição, liderado por Gadi Eizenkot. Os dois ficam, portanto, aquém da maioria absoluta dos 61 lugares necessários para a formação do governo. A chave podem ser os partidos árabes que alcançaram um resultado histórico: 19 deputados eleitos tornam-se assim decisivos para qualquer solução governativa. A colisão entre os dois comboios de alta velocidade em Toledo, na Espanha, terá acontecido a uma velocidade entre os 160 e os 200 km/h. É a conclusão do primeiro relatório técnico ao acidente de quarta-feira. A velocidade exata só vai ser confirmada depois de serem consultados os dados das caixas negras. No balanço ainda provisório, 69 pessoas morreram. Há um português entre os desaparecidos. Este fim de semana, o roxo vai estar na moda, mas não é nenhuma tendência outono-inverno.

Embora seja, mas aqui há uma razão.

É verdade.

Há outra razão.

Também é verdade, mas há outra razão.

Mas são mais de 40 edifícios e monumentos que vão se iluminar de roxo. É uma campanha de sensibilização para os riscos sísmicos.

Riscos sísmicos. Acontece por causa do Quaake, o Museu do Terramoto de Lisboa, tem apoio das autarquias, da Liga dos Bombeiros Portugueses, da Transtejo e também da Associação Portuguesa de Seguradores.

Mas esta campanha não fica marcada apenas pela iluminação.

Pela cor e pela iluminação, não. Domingo, às 9h40 da manhã, porque é precisamente a hora em que houve o terramoto de 1755, os bombeiros e várias embarcações no rio Tejo vão fazer soar as sirenes em simultâneo para recordar a tragédia e também alertar.

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