Arábia Saudita diz ter interceptado drone houthi lançado contra Meca
As defesas aéreas da Arábia Saudita interceptaram e destruíram um drone lançado pelos houthis do Iêmen nesta terça-feira (15), antes que ele entrasse no espaço aéreo restrito sobre a cidade sagrada de Meca, informou a coalizão liderada pelos sauditas no Iêmen.
O porta-voz da coalizão, Turki al-Malki, afirmou em um comunicado que essa foi a segunda tentativa dos houthis de atacar Meca — a cidade mais sagrada do Islã e o ponto central da peregrinação anual do Hajj —, após o que a coalizão descreveu como um lançamento de míssil balístico em julho de 2017.
A coalizão militar liderada pelos sauditas, que combate os houthis no Iêmen, informou que 13 civis ficaram feridos em ataques realizados pelo grupo contra território saudita nesta segunda (14). Na semana passada, os houthis realizaram um avanço relâmpago ao longo da costa ocidental do Iêmen, culminando na tomada de uma ilha na entrada do mar Vermelho.
Autoridades do governo iemenita apoiado pela Arábia Saudita —sediado no sul do país e opositor aos houthis— afirmaram que as forças aéreas saudita e iemenita têm respondido aos avanços do grupo intensificando os bombardeios aéreos contra alvos houthis. Isso incluiu ataques perto do histórico porto de Mocha, no mar Vermelho, que os combatentes tomaram na semana passada.
No entanto, autoridades iemenitas reconheceram que os houthis haviam assumido o controle efetivo de quase toda a costa ocidental do país, ao longo do mar Vermelho.
Mais cedo nesta terça, a Arábia Saudita já havia emitido alertas de segurança para diversas áreas do território —incluindo a cidade sagrada de Meca e Jidá, a segunda maior do país— após uma semana de ataques realizados por combatentes alinhados ao Irã.
Os alertas foram rapidamente suspensos, e as autoridades sauditas não informaram de imediato se houve impacto de projéteis; também não houve reivindicação imediata de autoria pelos ataques.
No entanto, esses foram os alertas mais abrangentes desde a escalada do conflito na semana passada, e o aviso em Meca foi o primeiro na cidade que abriga locais sagrados para todos os muçulmanos.
Nos últimos dias, os houthis —grupo alinhado ao Irã— assumiram o controle de partes da costa iemenita com vista para o estreito de Bab el-Mandeb (uma das rotas marítimas mais importantes do mundo), ameaçando as exportações de petróleo saudita que haviam sido desviadas do estreito de Hormuz.
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À medida que os combates se intensificam em novas frentes no Oriente Médio, o Irã ganha força em sua guerra de sete meses contra os EUA —conflito que já reduziu drasticamente o fluxo de navios por Hormuz, colocando ainda mais em risco o abastecimento global de petróleo.
Os houthis anunciaram vários ataques de grande porte contra a Arábia Saudita na última semana, incluindo investidas contra uma base aérea nesta segunda, que afirmaram ser uma retaliação a ataques aéreos realizados no Iêmen.
A Arábia Saudita atribuiu a um outro movimento pró-Irã, sediado no Iraque, a responsabilidade por um ataque na sexta-feira (11) que paralisou uma das rotas de transporte de petróleo mais importantes do Reino: o oleoduto leste-oeste, que atravessa o deserto da Arábia.
O fluxo de petróleo bruto pelo oleoduto deve ser retomado em poucos dias, afirmou o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, nesta terça.
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