Análise: Sport faz dever de casa na reestreia de Soso, mas precisará evoluir em sequência

Diante de uma Ponte Preta cheia de problemas, o Sport construiu uma vitória protocolar. Poderia ter até feito um placar mais elástico se a pontaria dos atletas estivesse mais calibrada - além, claro, das boas intervenções do goleiro Vinícius Ferrari, do time paulista.
Jogadores do Sport comemoram gol sobre a Ponte Preta — Foto: Marlon Costa/AGIF
Com apenas um dia de treino para a partida, o técnico Mariano Soso apostou em repetir a base da equipe. Mudou apenas no meio-campo, com a entrada de Biel na vaga de Willian Oliveira. No entanto, logo no início da partida foi obrigado a tirar Juan Alano, lesionado. De Pena foi o escolhido para entrar.
Em campo, como esperado, o Sport teve a maior posse e o volume de jogo. E, com 35 minutos de jogo, já estava vencendo por 2 a 0. Primeiro, contou com a ajuda do zagueiro Diego Leão, que fez gol contra. Na sequência, Barletta converteu a penalidade e ampliou o marcador.
No segundo tempo, o time rubro-negro teve chances para ampliar o placar, mas Perotti, Barletta e o estreante Fernando Sobral pararam nas boas defesas do goleiro Vinícius Ferrari.
Ofensivamente, é justo apontar que houve crescimento no volume ofensivo, com o time mais ligado em alguns momentos. Contudo, a fragilidade do adversário não pode ser ignorada.
Barletta marca de pênalti pelo Sport sobre a Ponte Preta — Foto: Marlon Costa/Agif
Defensivamente, por sua vez, o Sport não foi pressionado, mas cedeu espaços que poderiam ter sido aproveitados por um adversário melhor. A Ponte Preta, mesmo com suas limitações, mandou duas bolas na trave.
Na primeira, com Danilo Barcelos, em cobrança de falta. No rebote, Diego Leão fez o gol, mas foi anulado por impedimento. No fim do jogo, David da Hora completou o cruzamento e mandou no travessão.
O saldo que fica é de um Sport que cumpriu a sua obrigação, mas passou longe de empolgar. Diante de um adversário frágil, era esperado mais, embora seja justa a ressalva do pouco tempo de trabalho do técnico Mariano Soso.
O resultado é importante, mas precisa ser acompanhado de necessárias ponderações visando à sequência do time na Série B. Porque, aí sim, o Sport vai precisar apresentar um nível melhor de rendimento.
Técnico Mariano Soso em jogo do Sport contra a Ponte Preta. — Foto: Marlon Costa/AGIF
Os próximos três jogos, por exemplo, se apresentam como enormes desafios para o Sport. O clube terá, em sequência, o CRB (fora), o Juventude (em casa) e o clássico contra o Náutico (fora).
Uma sequência que, naturalmente, vai exigir mais da equipe rubro-negra. São dois duelos diretos contra times do G-6 e um clássico contra o rival.
Precisando correr atrás para minimizar o prejuízo, o Sport precisará de um rendimento melhor para retornar ao G-6. A distância para o sexto colocado, que hoje é o Operário, é de apenas dois pontos, mas os cinco primeiros desgarraram mais.
A vitória contra a Ponte Preta, portanto, é um pontapé necessário, mas o caminho ainda é longo.
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