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Wednesday, September 30, 2026

Com rendas no máximo, Governo quer acelerar despejos

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é da jornalista Beatriz Félix. Beatriz, vamos começar com a manchete do Jornal de Notícias, que escreve que o governo quer acelerar despejos, isto numa altura em que as rendas atingem valores recorde.

E essa meta foi cortada no segundo trimestre deste ano. Falamos de uma média de mais de 35 mil novos contratos de arrendamento que foram celebrados, mas os preços subiram também. Agora, as famílias pagam cerca de €10 por metro quadrado, o que representa um aumento face ao mesmo período do ano passado e uma subida de 7,5% em relação aos primeiros três meses de 2026. O JN destaca ainda dados do Instituto Nacional de Estatística, que mostram que todos os municípios da Grande Lisboa e também da Península de Setúbal, têm mais de 100 mil habitantes e registaram rendas medianas superiores à média nacional. Um dos fatores apontados para o disparar dos preços das rendas é a imigração. Nesta altura, com o aumento dos contratos de arrendamento e em que os preços da habitação batem recordes, o governo está a preparar-se para flexibilizar o mercado de arrendamento e acelerar os despejos. Sobre esta proposta, o PS chumbou a lei do arrendamento, mas o Chega quer alterações na especialidade.

Vamos seguir com a manchete do Diário de Notícias, que também dá destaque ao tema da habitação, mas, Beatriz, mais focado no caso da vizinha Espanha.

Precisamente. Esta é uma situação que tem estado a gerar muita polémica e também muitos protestos nas ruas de Madrid. Falamos de Mari Carmen Navascal, uma mulher de 87 anos que foi despejada da casa onde vivia há décadas por não conseguir pagar a renda da casa, que aumentou a 230%. Entretanto, foi proposto um acordo por parte da empresa proprietária do apartamento para que Mari Carmen possa regressar a casa assim que saia do hospital em que tem estado internada há cerca de uma semana. Entretanto, Pedro Sánchez, o primeiro-ministro espanhol, disse que ia tomar medidas para combater a crise no setor da habitação no país. Em Conselho de Ministros, o governo aprovou dois decretos que vão agora ser votados na sexta-feira. A aprovação ainda não é garantida, por isso a ministra espanhola da Habitação apela à generosidade do Parlamento.

Seguimos com "Público", que esta manhã dá destaque à educação e conta que o país precisa de mais professores, mas há também problemas na formação destes profissionais.

E neste artigo são conhecidas as principais conclusões do novo relatório, o "Education at a Glance". Portugal tem uma das classes docentes mais envelhecidas da OCDE e está a formar poucos professores para substituir. Por exemplo, em 2024, apenas 6% dos professores portugueses tinham menos de 35 anos, enquanto 38% dos docentes do terceiro ciclo e ensino secundário tinham 55 ou mais anos. O ministro da Educação acrescenta que estão ainda por preencher, desde o dia 4 de setembro, mais de 600 horários, dos quais 400 são horários completos. Fernando Alexandre não se alonga na análise a estes dados do novo relatório, mas reconhece que há um problema estrutural na formação de professores e, por isso, o governo já diz que vai avançar com 15 novos contratos-programa com universidades para reforçar e profissionalizar a próxima geração de professores.

Olhamos ainda para o destaque desta manhã do Correio da Manhã, o caso das gêmeas, neste caso. A Justiça terá perdoado €4 milhões.

E o Correio da Manhã começa por falar de uma acusação longa do Ministério Público, mas que deixou de fora os €4 milhões que custou ao Estado português o tratamento das gêmeas luso-brasileiras. As duas procuradoras que assinam a acusação pública nada dizem sobre a legitimidade do tratamento e deixam no ar a possibilidade de ter sido ou não o mais adequado. Também não deduzem um pedido de indemnização, não acusam Daniela Martins, a mãe das crianças, de enganar o Estado ao exigir o tratamento das filhas e também não é arquivada qualquer suspeita. Aquilo que está em causa nesta acusação é apenas se houve ou não uma cunha para acelerar esta medicação.

Na imprensa internacional, Beatriz, o The Guardian dá destaque aos impactos económicos da guerra na Ucrânia.

Precisamente. O jornal britânico cita as contas feitas pelo ministro ucraniano da Economia. Diz que os alertas de mísseis custam à Ucrânia US$45 milhões por hora de paralisação das atividades comerciais. Números pesados, enquanto Kiev procura formas de manter a economia a funcionar sob o bombardeamento russo, que é cada vez mais intenso. Quando as sirenes tocam, os ucranianos têm de se abrigar em bunkers, muitas vezes até 10 horas por dia. E claro, nesse tempo, todos os negócios param. Para atenuar os custos económicos, o governo introduziu agora um novo sistema de alerta de dois níveis, feito para manter as empresas em funcionamento durante alertas prolongados de ataques aéreos. É um alerta vermelho que avisa de uma ameaça de míssil e exige que as pessoas procurem abrigo, e um segundo alerta, amarelo, usado para ameaças de drones e permite que muitas empresas se mantenham abertas.

Os destaques da imprensa nacional e internacional hoje com a jornalista Beatriz Félix. A conferência de imprensa regressa amanhã.

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