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Saturday, September 26, 2026

11h. Governo pede à ANA mais detalhes sobre novo aeroporto

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Dias.

Começamos a falar do novo aeroporto de Lisboa. O governo pediu à ANA mais detalhes sobre a procura, as pistas e a expansão do novo aeroporto.

O executivo pretende trabalhar com a concessionária para adiantar a abertura do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, prevista para 2037. Numa resposta ao relatório técnico entregue pela ANA Aeroportos de Portugal em julho, a administração reconhece o avanço do projeto e o nível de detalhe já alcançado, mas identifica várias matérias que precisam de uma clarificação ou desenvolvimento adicional antes da apresentação completa da candidatura do novo Aeroporto Luís de Camões. O governo pede que sejam apresentados diferentes cenários da evolução da procura, para testar a dimensão e antecipar as necessidades de adaptação destas novas infraestruturas. Na componente aeroportuária, quer também mais informações sobre as pistas e a rede de caminhos de circulação dentro do aeroporto. No que toca ao terminal de passageiros, pede um aprofundamento da estratégia de expansão e também as fases de construção. O relatório ditou que este novo aeroporto teria apenas um novo terminal de passageiros.

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal insiste que deve existir uma solução intermédia até que o aeroporto em Alcochete entre em funcionamento.

Francisco Calheiros não critica a escolha da localização do novo aeroporto, mas diz que esperar 12 anos é inviável para o turismo português. O presidente da Confederação do Turismo defende uma solução intermédia, tal como a que chegou a ser apresentada pelo antigo ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

A Confederação não põe em causa Alcochete minimamente, a decisão está tomada. Agora, não vou especular o que é a construção de Alcochete, se é 10 anos, se é 12 anos. Aquilo que eu digo é: a capacidade da Portela está esgotada e nós não podemos ficar 12 anos à espera de ter uma infraestrutura. Tem que haver-

Uma alternativa, não é? Até lá.

Sempre defendi uma alternativa intermédia que pudesse dar aumento de capacidade, independentemente se continuar com a construção de Alcochete.

Francisco Calheiros, em entrevista à Agência Lusa, que sai ainda em defesa da TAP, mas espera que a companhia aérea possa ser privatizada na totalidade.

A TAP tem passado por tudo. É nacional, é pública, é nacionalizada, renacionalizada, intervencionada. Aguenta tudo. Eu gostaria que a privatização da TAP tivesse sido a 100%. Penso que há garantias que o possa ser num futuro próximo. É muito importante para o comprador, para poder captar as suas sinergias, ter uma TAP a 100%. Agora, neste momento, temos dois players muito importantes em cima da mesa. Quando dizem "qual é que prefere?" Não faço ideia nenhuma, porque eu tinha que conhecer os planos que têm para a TAP. Agora, que são dois players muito sérios, quer a Lufthansa, quer a KLM Air France, são dois players muito sérios, que eu acho que vão fazer bem à TAP.

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal, em entrevista à Agência Lusa, em que elogia ainda o turista português e diz que é um mito urbano que Portugal seja um destino, sobretudo, para os estrangeiros.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, considera que a cedência da base das Lajes aos Estados Unidos fragiliza Portugal.

Em entrevista à Agência Lusa, João Gomes Cravinho considera que a cedência das Lajes fragiliza o cumprimento do direito internacional por parte do governo português e questiona a utilização desta base militar por parte dos norte-americanos.

A base das Lajes foi utilizada para ações militares ou foi utilizada apenas para transporte? É evidente que o transporte servia para alguma coisa, era fundamental para alguma coisa. Que eu saiba, não partiram das Lajes aviões para bombardear o Irão. E eu penso que o nosso ênfase teria que ter sido diferente, teria que ter sido mais no sentido de defender a legalidade internacional.

João Gomes Cravinho, em entrevista à Agência Lusa, diz que é um erro Portugal comprar caças F-35 aos Estados Unidos e lembra que existem outras soluções mais viáveis.

Portugal precisa de ter o melhor avião que por aí anda ou pode ter o segundo melhor, com um conjunto de outros benefícios em matéria de indústria de defesa e em matéria de integração europeia. Versus uma situação em que criamos uma dependência face a um aliado cujo percurso futuro é muito incerto. Eu não tenho dúvidas nenhumas que seria um erro grave apostarmos nos F-35.

Este alerta de João Gomes Cravinho surge numa altura em que o governo está a escolher o substituto para a frota de F-16 da Força Aérea Portuguesa. O negócio está a ser realizado entre os norte-americanos da Lockheed Martin, os suecos da Saab ou um consórcio europeu que inclui também a Airbus.

Donald Trump diz que rejeitou a proposta do Irão para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias.

É o que avança o Wall Street Journal, que cita responsáveis norte-americanos não identificados. Em causa estão as declarações do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, que à margem da Assembleia Geral da ONU, anunciou esta proposta, que entraria em vigor assim que Washington a aceitasse. Mas agora o presidente norte-americano rejeita a iniciativa por desconfiar da capacidade de Teerão para corresponder às exigências norte-americanas. O Wall Street Journal avança ainda que os Estados Unidos poderão retomar os ataques depois das eleições intercalares, marcadas para dia 3 de novembro, mas Trump já disse várias vezes que a guerra vai terminar imediatamente depois destas eleições. Já o presidente do Irão garante que a situação no estreito de Ormuz pode ser resolvida pela diplomacia, mas também diz que já não confia na administração de Donald Trump. O presidente iraniano lembra que não é pelo uso da força que o estreito vai ser reaberto e diz que não confia em Trump devido às sanções e aos ataques que foram feitos já depois de negociações diplomáticas.

Por cá, o parceiro do PSD no governo, o CDS, critica os pedidos dos ministros para que os portugueses poupem combustível.

O deputado centrista João Almeida discorda em absoluto dos apelos do governo à diminuição do consumo de combustíveis. Em causa, as declarações do ministro da Economia e da ministra do Ambiente, que pediram aos portugueses Para consumir menos energia, à RTP, o deputado do CDS diz que existem muitas pessoas que não têm possibilidade de reduzir os consumos.

Eu devo dizer que discordo em absoluto dessas declarações dos dois ministros. Discordo em absoluto e acho que é a pior coisa que se pode dizer às pessoas neste momento. Do ponto de vista da sensibilidade política, não foram minimamente acertadas e também não reconheço às declarações uma consequência evidente que fosse positiva, porque há muita gente que não tem alternativa de transporte público, por exemplo, para levar os seus filhos à escola, para levar os seus idosos a tratamentos.

João Almeida a criticar as recomendações dos ministros na RTP Notícias. Também à direita, a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, defende que o governo tem a obrigação moral de descer o ISP, o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos. Já o PCP quer mais esclarecimentos sobre as reservas de combustível que existem em Portugal e que foram enviadas para França por dificuldades de armazenamento.

A1, na região Norte, recebeu uma marcha lenta de camionistas. Queixam-se precisamente sobre o aumento do preço dos combustíveis.

Buzinões, trânsito lento e muitas queixas, foram vários os camionistas que se juntaram numa marcha lenta que gerou filas de trânsito junto à região do Porto. Um protesto em que existem já sinais positivos, Miguel Pinheiro Correia, de diálogo com o governo.

A buzina foi a arma mais audível durante longos e lentos 140 km, os camionistas fizeram-se ouvir. A marcha lenta de Paredes a Coimbra foi a resposta à velocidade adequada a uma subida rápida dos preços dos combustíveis.

Setor pra setor vai tendo benefícios e nós ficamos sempre para trás. Todas as replanagens de transportes, exceção de inerte. Está na hora de alguém nos ouvir e se virar para nós.

Fora dos camiões, os responsáveis pelo protesto e pelo setor disseram-se esquecidos.

Estamos um pouco esquecidos. No que diz respeito a benefícios com combustível, estamos completamente esquecidos.

Já em plena A42, A41 e A1, os camionistas deram o corpo pelo protesto.

Profissão um pouco esquecida. Acho que é uma profissão de alto risco e não é considerada, porque nós passamos mesmo muitas horas ao volante e podíamos ser mais valorizados nesse aspecto.

Fizeram-se ao asfalto nos camiões, como habitual, mas desta vez seguiram sem carga. Em plena autoestrada, levavam apenas a indignação por um setor que se diz conduzido pelas ruas da amargura.

Neste momento, as empresas de transportes estão em queda livre. Desde o início do ano, é comunicado que fecham cerca de 10 empresas por mês com estas subidas de combustível.

A meio da viagem, tiveram tempo de ouvir o ministro das Infraestruturas a reconhecer que o setor tem sido esquecido pelos sucessivos governos. Nada que não soubessem, mas a verdadeira boa notícia chegou depois.

Conseguimos certamente ser recebidos pelo governo. Isso já é um sinal.

Enquanto os organizadores cantam vitória pela mobilização de cerca de 400 camionistas e pelo encontro agendado para a próxima semana com o governo, os condutores apontam a protestos menos pacíficos.

Nós somos ignorados sempre com sucesso, até o dia em que os transportadores se juntarem todos, que é o que está próximo a acontecer.

Eu acho que nós até devíamos ser mais agressivos. Temos uma faixa a funcionar, nós não devíamos era ter nenhuma, que era para o país sentir que sem nós o país não anda, que é mesmo assim.

Segunda-feira a marcha tem nova paragem com reunião com o ministro. Resta saber se o governo vai acelerar o ritmo para responder aos condutores impacientes.

Miguel Pinheiro Correia com os destaques deste protesto que decorreu ontem na região Norte do país.

Vamos a outras notícias também. Destaque a esta hora, Miguel.

O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares alerta que se não existir uma solução para os médicos tarefeiros, vamos ter um inverno difícil. Numa entrevista ao jornal Público, Xavier Barreto diz que a resposta dos hospitais no inverno vai ser determinada pela solução que for proposta aos prestadores de serviços. Pede assim ao governo para dar mais tempo às unidades locais de saúde para que consigam atrair estes profissionais para os contratos. Xavier Barreto apela ainda a cedências de ambas as partes nas negociações. Diz que os internamentos sociais são outro dos problemas com os hospitais que ninguém está a conseguir resolver e que contribuem muito para a sobrelotação das urgências. Este ano já morreram dois bombeiros no socorro às populações, mais de 300 ficaram feridos. A última morte aconteceu na sexta-feira, uma bombeira voluntária de Resende, Maria João Carneiro, que se junta a um outro bombeiro que morreu no início do ano em Campo Maior. Segundo as contas da Liga Portuguesa de Bombeiros ao Jornal de Notícias, totalizam-se nos últimos 46 anos, 258 mortes de bombeiros portugueses.

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