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Wednesday, September 30, 2026

Debate do DF tem ataques à Celina Leão e criticas ao acordo do BRB

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Os candidatos ao governo do Distrito Federal usaram o debate desta terça-feira (29) na TV Globo para criticar à ausência da chefe do Executivo, Celina Leão (PP), que lidera as pesquisas de intenção de voto e optou por não comparecer.

Eles vincularam as fraudes do Banco Master à governadora e criticaram o acordo feito com o BRB (Banco de Brasília).

Kiko Caputo (Novo), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappeli (PSB) e Paula Belmonte (PSDB) estiveram presentes. O candidato do Novo pôde participar depois de uma decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Nunes Marques, que nesta terça incluiu o partido nos debates eleitorais, a partir da representação mínima no Congresso Nacional.

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As críticas à Celina Leão tiveram como foco a participação do atual governo com as suspeitas de fraude envolvendo o BRB e o escândalo do Banco Master.

“Um documento oficial do governo Celina Leão mostra que, em 21 de setembro, R$ 120 milhões do Fundo de Saúde saíram da conta do SUS no Banco do Brasil e foram levados para o BRB, onde foram aplicados em CDB”, afirmou Grass.

Durante o debate, o petista retomou as críticas e afirmou que, segundo a legislação, o dinheiro do SUS (Sistema Único de Saúde) deve ser aplicado -- por meio do Banco do Brasil ou Caixa -- para benefícios à população.

Caputo também usou seu tempo para criticar a ausência de Celina. Ele disse que o atual governo não explicou o tamanho do “rombo” do BRB e que isso dificulta investimentos públicos. Em maio, o governo do DF fechou um acordo com a União para destravar uma operação de crédito de até R$ 6,5 bilhões para cobrir o rombo do BRB.

As críticas dos candidatos também tiveram o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) como alvo. Grass lembrou que o ex-secretário de saúde Francisco Araújo, foi preso na Operação Falso Negativo, que investiga fraudes em testes de Covid-19.

Arruda de fora

Caputo e Belmonte abriram o debate prestando solidariedade ao ex-governador José Roberto Arruda (PSD0, que teve a candidatura indeferida por decisão no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Com a decisão, o candidato está oficialmente fora da disputa pelo governo do DF. O processo foi analisado em sessão presencial, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Arruda ficou inelegível em razão de condenações por atos dolosos de improbidade administrativa enquanto era governador do Distrito Federal.

Caputo aproveitou a decisão do TSE para tentar puxar os votos do ex-governador do DF. “Essa é apenas uma das propostas do Arruda que eu vou incorporar. Você, eleitor do Arruda, pode confiar”, disse, ao responder questionamento do oponente petista.

O candidato do Novo chamou a decisão do Tribunal como “equivocada”, disse que a democracia “perde” com menos opções e elogiou a postura do ex-governador: “Ele abrilhantava o debate”.

Saúde e segurança pública

Os candidatos também apresentaram as propostas para saúde e segurança pública.

Leandro Grass prometeu dar transparência para todos os contratos firmados pelo governo, disse que pretende fazer mutirões de cirurgias e atendimentos para reduzir as filas dos hospitais, e que ampliará a tarifa zero para todos os dias a partir do corte de impostos.

Ricardo Capelli lembrou da sua atuação como interventor no 8 de Janeiro. Disse que fará uma intervenção na saúde para ampliar o atendimento, prometeu ampliação do metrô para o Gama e Santa Maria, disse que pretende e prometeu cortar impostos de motoristas de aplicativo e comércio.

Já Belmonte criticou o foco na segurança no Plano Piloto, zona nobre de Brasília. Ela defendeu a digitalização dos serviços de segurança pública, fortalecer os servidores de saúde e afirmou que no seu plano de governo está prevista a “expansão dos trilhos” com a ampliação do metrô até a Asa Norte.

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