Coordenador da campanha de Lula descarta demissão de indicados do Centrão no governo
O senador Camilo Santana (PT-CE), que foi incorporado à coordenação-geral da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta semana, disse neste sábado, 10, que o governo Lula não deve exonerar nem cortar cargos dos indicados dos partidos do Centrão que apoiam oficialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração, dada neste sábado, 10, a jornalistas em Brasília, contraria a manifestação do ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, que tem defendido publicamente a revisão de cargos e indicações dessas siglas no governo após a declaração de apoio a Flávio Bolsonaro.
"O governo não age dessa forma. Sempre manteve uma relação com seus aliados para a governabilidade do país. A gente sabe que muitos deputados do União Brasil, do PP e do Republicanos estão apoiando o presidente Lula, a exemplo do próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do governador da Paraíba (Lucas Ribeiro), que é do PP, que apoiam o presidente Lula. Por mais que tenha havido essa declaração oficial dos partidos de apoio ao candidato adversário", afirmou Camilo.
Centrão tem cargos no governo Lula
O União Brasil comanda hoje os ministérios de Comunicações e Desenvolvimento Regional e tem ainda ingerência sobre a pasta do Turismo, cujo ministro Gustavo Feliciano foi também indicado por Hugo Motta. O Republicanos controla o ministério dos Portos e Aeroportos. Já o PP comanda o ministério do Esporte.
Camilo Santana diz que a campanha vai "manter uma relação importante" com parlamentares dessas siglas que não respaldam o bolsonarismo. No Republicanos, por exemplo, os diretórios de Pernambuco e Paraíba seguem apoiando Lula. Nas contas de uma liderança da sigla, ao menos dez dos 41 deputados da bancada na Câmara apoiam Lula.
"O importante agora é a eleição, é conquistar voto, é mostrar os dois projetos que tem no Brasil para que a população possa avaliar e a gente possa garantir que no dia 25 de outubro Lula seja reeleito", afirma Santana.
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