WTA proíbe tenista de usar braçadeira preta em homenagem às vítimas de acidente entre trens

Nº 86 do mundo, espanhola foi impedida por regras rígidas que proíbem cor preta e exibição de símbolos que não integram campanhas da entidade responsável pelo esporte

Kaitlin Quevedo é campeã do SP Open 2026
Nº 86 do mundo e atual campeã do SP Open, a tenista de 20 anos nasceu em Naples, no estado americano da Flórida, mas tem naturalização espanhola. Antes de derrotar a suíça Jil Teichmann nesta sexta-feira (30) por 7/6 (7-2) e 6/3 nas quartas de final do torneio chinês, ela solicitou a liberação aos organizadores do evento para que pudesse usar durante o confronto uma braçadeira preta, como forma de se solidarizar com os envolvidos no acidente que deixou mais de 100 feridos. O pedido, porém, foi negado.
Kaitlin Quevedo na semifinal do WTA 250 de Guangzhou — Foto: CN-STR / AFP
De acordo com o jornal espanhol "Marca", a justifica foi que a cor preta é proibida e o adereço poderia ser de qualquer outra cor. Entretanto, outra publicação do país, o desportivo "As", apontou que o motivo tem ligação com uma medida aprovada pela WTA em outubro de 2024. Segundo o jornal, a resolução proibiria a "exibição de qualquer símbolo ou slogan que esteja associado ou pretenda estar associado a uma organização de beneficência, causa, movimento ou partido político nas jogadoras ou equipamento, antes, durante ou depois de disputar um jogo nos torneios da WTA, a menos que faça parte de uma iniciativa ou campanha oficial apoiada pela WTA".
Se não houve aprovação no circuito feminino, o mesmo não aconteceu por parte da ATP. Também da Espanha, Rafael Jódar foi autorizado, durante o ATP 500 de Basileia, a usar um laço preto preso a uma das mangas do uniforme como símbolo de solidariedade ao acidente.
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