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Wednesday, September 23, 2026

Jiu-jítsu, wrestling e empresário: Durinho comenta nova vida após se aposentar do MMA

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Radicado nos EUA há mais de 10 anos, Durinho se manteve no topo do UFC durante boa parte de sua trajetória na organização, inclusive desafiando o então campeão Kamaru Usman, mas acabou superado pelo antigo dono do título até 77kg. Em abril, o brasileiro decidiu parar de lutar MMA, mas não quis saber de descanso, e já emendou lutas de jiu-jítsu e wrestling, além de dar início a uma trajetória de empresário, onde agencia lutadores que buscam atuar em grandes eventos.

Apesar de manter uma rotina muito ativa, Durinho comemora o ritmo de treino menos intenso do que nos tempos do MMA.

- Eu tô fazendo jiu-jitsu duas vezes na semana. O wrestling faço três. Agora eu vou ter que voltar um pouco mais pro jiu-jitsu, mas tava assim: jiu-jitsu duas e o wrestling três. E malhava três vezes na semana. É só isso. Só, comparado com o que eu fazia, sabe? Tá doido, era muito treino! Aí quatro ou cinco treinos por semana, quando no MMA eram 14 treinos por semana, então hoje é menos da metade de treino e mais feliz, me sentindo bem. E tô puro, hein! Não tô tomando nada. Se botar um veneno aí, esquece, meu irmão! (risos) Mas não vou botar nada não, que não tá precisando.

Durinho contou ainda que quer aproveitar a experiência de muitos anos no UFC para atuar como empresário e direcionar melhor os lutadores que irão trabalhar com ele de agora em diante, inclusive fora do cage.

- Eu não fui campeão do UFC. Lutei pelo cinturão, fiz main event, fiz luta do ano, mas não fui campeão. Mas sou até às vezes mais reconhecido do que um cara que foi campeão do UFC. Graças a Deus as portas estão abertas, é porque eu gosto de trabalhar e vou continuar trabalhando, mas não vai faltar emprego. Agora dá para dar seminário, fazer aparição, tô com a agência, vou abrir a academia, tem luta de jiu-jitsu, tem luta de wrestling. Estão me chamando para lutar boxe, eu que não vou lutar. Chamando para lá para lutar MMA, eu que não vou. Mas isso que eu quero mostrar para os caras. Lógico, quando eu agencio o cara, eu quero que o cara seja campeão. Mas mesmo sendo ou não campeão, eu quero que o cara se desenvolva como uma marca atraente tanto pro UFC, pros patrocinadores e pros fãs. É um trabalho, não é uma coisa fácil. Ainda mais quando o cara é carismático, o cara fala mais de uma língua, fica mais fácil. Mas mesmo que o cara não seja, eu quero que o cara seja bem-sucedido independente se vai ser campeão ou não. Lógico, trabalhando pro cara ser campeão. Então uma coisa que eu tô fazendo na agência é isso: ensinar os caras a ser uma empresa, a ser um produto. Então é isso. Não seja mais "eu sou mais um brasileiro do UFC". O cara é brasileiro, mas o cara fala inglês, o cara sabe dar entrevista, a mídia social do cara é maneira, o cara sabe postar, o cara luta bem. Então é isso tudo que eu tô desenvolvendo para treinar todos os caras. Contratei um cara do marketing muito bom, que é meu parceiro, que faz as reuniões comigo. Hoje em dia a gente tem assinado 14 caras, se eu não me engano. E ainda tem quarta-feira essa semana reunião com mais cinco caras para ver se encaixa. Tem um cara que tá assinado no UFC, o outro eu tô para assinar que também tá no UFC. Mas o que eu quero fazer na empresa é isso: assinar os caras, ensinar os caras a serem um bom produto para até nunca faltar emprego para os caras. E eu acho que eu vou conseguir colocar essa safra minha nova no UFC ali, que eu tô com muita galera quase indo pro UFC. E eu quero que ano que vem e no próximo ano esses caras comecem a entrar no UFC.

Gilbert Durinho — Foto: Chris Unger/Zuffa LLC

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