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Saturday, September 19, 2026

“Não cometi crime”, diz Milton Leite após ser preso por ligação com o PCC

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O ex-vereador Milton Leite negou ter envolvimento com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e afirmou que provará sua inocência no âmbito do inquérito que investiga sua participação em um esquema de lavagem de dinheiro no transporte público de São Paulo. A declaração foi dada nesta sexta-feira (18), após o ex-parlamentar se entregar à Polícia Civil em Mogi das Cruzes.

"Eu sou inocente de todas as acusações. Eu acredito na Justiça e no trabalho da polícia. Temos a oportunidade agora de provar tudo o que foi dito, a gente tem a oportunidade da contrapartida por meus advogados e a gente vai aguardar essa decisão pacientemente", disse o político.

Questionado sobre um suposto arrependimento de ter feito parte do esquema, Milton Leite negou ter cometido algum crime: "Só se arrepende quem comete crime. Eu não cometi crime nenhum, nada devo", declarou.

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Milton chegou a ser considerado foragido após não ter sido encontrado durante o cumprimento de um  mandado de prisão. O político chegou a emitir uma nota afirmando que estava viajando. Na manhã desta sexta, a Polícia Civil tentou prendê-lo novamente na residência de um assessor ligado a ele em Sorocaba. No local, foram apreendidos R$ 287 mil e US$ 89 mil, mas Milton não foi encontrado.

Horas mais tarde, o ex-parlamentar se entregou à polícia. O político também foi questionado sobre estar foragido e informou que se apresentou à delegacia, conforme tinha prometido em uma nota divulgada à imprensa: "Eu estava no interior, fui lá e voltei. Eu estava em Sorocaba", disse.

Além de Milton, o candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL), o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira e três advogados foram alvos da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo em conjunto com a Polícia Civil.

De acordo com a investigação, pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo que operam na cidade de São Paulo foram identificadas como alvos de controle do PCC com participação direta dos políticos.

Leia também: Empresas que substituíram Transwolff e UPBus em SP aparecem em investigação | Blogs | CNN Brasil

Membros do PCC citaram ex-vereador em negociação

Segundo o MP, Milton Leite é citado nominalmente nos autos da investigação como o "responsável direto" pelas operações de companhias integradas ao esquema.

Além disso, declarações de policiais militares prestadas ao Tribunal de Justiça Militar (TJM) o apontam como o "dono de fato" da concessionária Transwolff, a principal companhia citada no esquema.

Em interceptações telefônicas entre membros do PCC, o Ministério Público encontrou conversas de que seria necessário "envolver Milton Leite" para resolver impasses das empresas investigadas.

Quando questionado sobre as mensagens, nesta sexta-feira (18), Milton informou que irá provar a inocência nos autos do processo.

"Os objetos da discussão serão feitos no processo, com meus advogados. Você vai pegar um detalhe, numa pergunta. Por hora eu posso lhe garantir: Eu nego todas as acusações. Tenho convicção que sou inocente em todas elas", concluiu.

LEIA TAMBÉM: Elo do PCC com políticos teria sido “laranja” em negócio de R$ 40 milhões | CNN Brasil

Outro lado

Na nota enviada à imprensa antes de se apresentar na Delegacia, Milton Leite sustenta que sua relação com o setor de transportes ocorreu de forma pública em 2019, a pedido do então prefeito Bruno Covas.

"Nego veementemente todas as acusações e vou provar minha inocência. A minha atuação em relação ao setor de transportes se deu a pedido do então prefeito Bruno Covas, em 2019, já que naquela ocasião, como presidente da Câmara, eu ocupava também a função de vice-prefeito na linha sucessória. É público, inclusive, que eu atuei em negociações envolvendo greves no setor."

A CNN Brasil pediu um novo posicionamento à defesa e aguarda contato. O espaço segue aberto.

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