Campeã mundial da maratona suspensa por doping
Peres Jepchirchir, de 33 anos, foi submetida a um controlo “antes da Maratona de Sydney”, prova que venceu em 30 de agosto, e os exames efetuados detetaram vestígios de EPO (eritropoietina), refere o organismo.
Campeã mundial em Tóquio (2025) e antiga detentora do recorde mundial da meia-maratona, a queniana venceu, entre outras, as maratonas de Londres (2024), Boston (2022) e Nova Iorque (2021).
Potência do atletismo, especialmente nas provas de fundo e meio-fundo, o Quénia terminou em segundo lugar na classificação geral do Mundial de Tóquio, atrás dos Estados Unidos, conquistando um total de 11 medalhas (sete de ouro, duas de prata e duas de bronze).
No entanto, o país enfrenta, há vários anos, um aumento de casos de doping: mais de 140 atletas quenianos — incluindo a recordista mundial da maratona, Ruth Chepngetich — foram suspensos ou banidos desde 2017 por terem utilizado substâncias proibidas.
O Quénia, que conquistou o direito de receber o Campeonato do Mundo de atletismo de 2029 — a primeira edição a realizar-se em África —, “precisa de ser um exemplo na luta contra o doping”, alertou em 6 de outubro o presidente da Agência Mundial Antidopagem (AMA), Witold Banka
“Estes campeonatos vão ajudar-nos nesta busca” por um atletismo queniano mais limpo, afirmou o antigo campeão olímpico Sebastian Coe, atual presidente da World Athletics, em 14 de outubro, num encontro com a comunicação social.
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