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Saturday, September 26, 2026

Recicle perto de você: encontre as estações que pagam por recicláveis em São Paulo

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São Paulo vem reciclando mais a cada ano: a coleta seletiva da capital saltou de 66,6 mil toneladas em 2022 para 94,6 mil toneladas em 2025, um crescimento de 42% em três anos.

Mas essa conta não fecha sozinha: uma parte relevante do que é reciclado não passa pelo caminhão da coleta seletiva municipal.

Cooperativas, catadores autônomos, supermercados, bares, restaurantes e empresas de logística reversa também recolhem toneladas de material todos os dias, por fora do sistema público, e encaminham para a reciclagem.

Um dos exemplos desse movimento são as Estações Preço de Fábrica, da startup de logística reversa Green Mining, que compra recicláveis diretamente de catadores, carroceiros e moradores.

Desde 2021, a iniciativa já encaminhou mais de 8,2 milhões de quilos de material para reciclagem  pagou R$ 6,8 milhões a mais de 6 mil trabalhadores da cadeia do lixo.

O pagamento é semanal, via Pix, e pode aumentar a renda mensal desses trabalhadores em até 400% a 500%, saindo de uma média de R$ 250 para até R$ 2,5 mil.

Hoje a rede tem sete unidades na Grande São Paulo — Pinheiros, Jabaquara, Paraisópolis, Brooklin, Santo Amaro, Zona Leste e Embu das Artes — recebendo papel, papelão, plástico PET, vidro e embalagens longa vida.

A mais recente foi inaugurada na Zona Leste, dentro do Mercado Municipal Central Leste, em parceria com Electrolux Group e Unilever.

++ Leia mais: Brastemp e Consul dão desconto para acelerar logística reversa de eletrodomésticos

É a primeira unidade da rede a aceitar também plástico duro PEAD (presente em tampas, potes e frascos de produtos de limpeza e higiene) e eletrodomésticos, categoria que passa a valer para todas as 11 estações no Brasil.

O gargalo está na logística, não na reciclabilidade

O vidro ajuda a retratar o tamanho do desafio. É um material que pode ser reciclado indefinidamente, mas é pesado, ocupa espaço e vale pouco por quilo, o que torna sua logística cara e, muitas vezes, inviável para quem descarta.

Resultado: garrafa que vai para a lixeira reciclável nem sempre chega a uma fábrica de vidro.

É para preencher essa lacuna que a startup entra, criando rotas específicas entre bares, restaurantes, condomínios e a indústria recicladora. 

"Quando uma empresa de logística reversa recupera uma tonelada de material na cidade, essa tonelada também faz parte da reciclagem de São Paulo, mesmo que ela não tenha passado pelo caminhão da coleta seletiva municipal", destaca Rodrigo Oliveira, CEO e cofundador da Green Mining.

Para o CEO, a capital paulista tem dois desafios diferentes: reciclar mais e conseguir medir o que já recicla. Quando cooperativas, catadores e empresas de logística reversa recuperam material fora do sistema municipal, esse volume não entra na conta oficial.

"Isso sugere que a cidade pode estar reciclando mais do que os indicadores mostram", afirma Rodrigo.

Mauro Haddad Nieri, da SP Regula, destaca que há diferentes fluxos de recuperação de materiais.

"O próximo passo é aumentar cada vez mais a capacidade de integrar essas informações, para termos uma visão mais completa da reciclagem que efetivamente acontece", complementa.

Para a Green Mining, esse movimento também muda o papel da logística reversa: de obrigação ambiental das empresas para "peça de infraestrutura urbana", como parte do caminho que falta entre a lixeira e a indústria.

Encontre a estação mais próxima

Cada unidade tem endereço, horário e materiais aceitos próprios. A da Zona Leste, por exemplo, não abre às segundas-feiras, diferente das demais.

Veja no mapa abaixo qual estação fica mais perto de você, o que cada uma recebe e os horários de funcionamento.

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