Prêmio Na Prática 2026: 15 universitários disputam premiação por projetos de impacto no Brasil
Uma jovem brasileira que se tornou referência mundial em competições de robótica. Um estudante de medicina que criou duas empresas para financiar a própria faculdade. E um montanhista que se tornou o sul-americano mais jovem a escalar o Everest e o Lhotse em menos de 24 horas.
Embora tenham trajetórias diferentes, todos esses jovens compartilham uma característica: transformaram o conhecimento adquirido dentro e fora da universidade em projetos com impacto econômico, social ou tecnológico.
Esses são alguns dos 15 finalistas do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário 2026, iniciativa que está em sua segunda edição e reconhece estudantes e recém-formados que se destacam pela excelência acadêmica, capacidade de liderança e desenvolvimento de soluções para desafios reais.
Os vencedores serão anunciados nesta terça-feira, 20 de outubro, durante uma cerimônia no auditório da EXAME, em São Paulo.
A edição de 2026 reuniu cerca de 9 mil candidaturas iniciadas, das quais mais de 2.100 inscrições foram analisadas na etapa inicial. Ao longo do processo, os participantes passaram por entrevistas individuais, testes de raciocínio lógico, painéis regionais e uma banca final presencial, realizada na última sexta-feira, 16.
Ao final, foram selecionados três representantes de cada uma das cinco regiões brasileiras. Na cerimônia, serão anunciados cinco vencedores regionais, sendo que um deles também receberá o reconhecimento nacional.
“O Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário tem como objetivo valorizar o ensino superior e inspirar as próximas gerações de universitários a partir de exemplos de jovens da mesma região, que dividem realidade parecida, mas que conseguiram aproveitar educação e oportunidades para gerarem impacto ao redor”, afirma Anamaíra Spaggiari, CEO do Na Prática.
Veja também: Um olhar para o futuro: os desafios e avanços do ensino superior no Brasil
Quem são os 15 finalistas do Prêmio Na Prática 2026?
Região Sul
- Amanda Wilmsen (22 anos, RS): referência internacional em robótica, desenvolveu um software para modernizar a inspeção de robôs.
- Gustavo Cordoni (24 anos, PR): montanhista recordista e fundador de uma startup de IA aplicada a fusões e aquisições.
- Rafael Menezes (23 anos, PR): desenvolve tecnologias de saúde e acessibilidade, incluindo uma bengala inteligente para pessoas com deficiência visual.
Região Norte
- Brenda Nascimento (21 anos, PA): criou uma solução de irrigação de baixo custo para famílias ribeirinhas.
- Maria Paula Bastos (27 anos, PA): liderou uma mobilização internacional de jovens na COP30 e empreende na bioeconomia amazônica.
- Marcelly Câmara (30 anos, AM): atua em projetos de reciclagem, acesso à cultura e redução do desperdício de alimentos.
Região Centro-Oeste
- Gabriel Simoni (22 anos, MT): fundou duas empresas para financiar a faculdade de medicina e já publicou 28 artigos científicos.
- Giovanna Barbosa (23 anos, GO): criou uma startup de IA para detecção precoce de mastite bovina.
- Isadora Castro (22 anos, GO): liderou triagens oftalmológicas de mais de mil pacientes e participou de uma parceria com a Universidade Duke para desenvolver IA aplicada ao atendimento de vítimas de picadas de cobras.
Região Nordeste
- Leonardo Martins (20 anos, SE): criou uma startup que utiliza IA para prever crises de hipoglicemia.
- Lucas Guimarães (25 anos, CE): mapeou mais de mil proteínas para investigar os mecanismos de ação de curativos de pele de tilápia em pacientes com queimaduras.
- Rômulo Duarte (21 anos, PB): desenvolveu IA para aprimorar a detecção de câncer de mama em mulheres com implantes mamários.
Região Sudeste
- Gabriel Ronatty (27 anos, SP): fundou uma consultoria de gestão para clínicas e hospitais e desenvolveu pesquisas com IA aplicada a imagens cerebrais.
- João Freitas (28 anos, SP): criou uma startup capaz de processar mais de 10 terabytes de dados do DataSUS sem a necessidade de um supercomputador.
- Matheus Scatolin (21 anos, SP): desenvolveu uma IA para analisar a progressão de tumores cerebrais a partir de ressonâncias magnéticas tridimensionais.
“Os 15 finalistas foram selecionados em todas as regiões do país pelos resultados que alcançaram, pelo protagonismo que demonstram dentro e fora da sala de aula e pelo potencial que têm, em um processo seletivo que reuniu cerca de 9 mil participantes. Seus projetos, da tecnologia aplicada à saúde ao empreendedorismo, passando pela pesquisa científica, mostram que há iniciativas de impacto sendo desenvolvidas de norte a sul do Brasil”, afirma Spaggiari.

Anamaíra Spaggiari, CEO do Na Prática (Bússola/Divulgação)
O que os vencedores vão ganhar?
Além do reconhecimento nacional, os cinco vencedores regionais receberão uma imersão educacional de aproximadamente uma semana na China, com todas as despesas pagas, prevista para o início de 2027.
Eles também participarão da segunda temporada da websérie Mundo Na Prática, uma correalização do Na Prática com a EXAME, terão acesso ao curso de liderança empreendedora Execução de Alta Performance, além de visitas a empresas parceiras e participação na cerimônia de premiação em São Paulo.
Mais do que reconhecer resultados individuais, a proposta da premiação é mostrar como a educação superior pode abrir caminhos para o empreendedorismo, a pesquisa científica e a transformação social, e inspirar outros jovens brasileiros, independente da sua origem, a seguir trajetórias semelhantes.
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