00h. Liga Portugal. Sporting vence Casa Pia por 2-0

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Custo dos ganhos. Jornal da Meia Noite, na Rádio Observador. Eu sou o José Rafael Lopes. Começamos com o Movimento Acampada de Lisboa, que acusa o governo de preferir bastonadas a resolver a crise da habitação. São palavras de um dos porta-vozes do partido, na antecâmara da manifestação que está marcada para amanhã, a partir das 16h. O protesto começa no Largo do Carmo, vai deslocar-se até ao Rossio, onde está prevista que sejam montadas tendas. No último sábado, a manifestação ficou marcada por uma carga policial, depois dos manifestantes não terem obedecido às ordens das autoridades para desmontarem as tendas, situação que leva João Veloso a afirmar que o governo não está interessado em dialogar. Sublinha ainda este porta-voz do Movimento Acampada que as palavras do ministro da Administração Interna sobre a intervenção policial do último sábado são reveladoras.
É bastante revelador. Ou seja, ele assumir que esteve em contacto com a polícia e tendo em conta a atuação que a polícia teve, acho que isso é bastante revelador da política do governo para quem defende o direito à habitação. Este governo prefere as bastonadas a resolver o problema da crise da habitação e a dialogar com pessoas que legitimamente lutam pelo direito a estar no espaço público e a exigir medidas do governo para a crise da habitação.
João Veloso acusa ainda as autoridades de perseguição.
No passado sábado foi a segunda carga policial e a segunda vez em que detiveram pessoas que estavam aqui a acampar no Rossio e foi horroroso. Durante horas e horas as pessoas foram perseguidas por Lisboa. Enfim, acho que é lamentável e escabroso esta atitude.
Palavras de João Veloso, da organização da manifestação Acampada de Lisboa. Aqui um registo da Agência Lusa, na antecâmara da manifestação que está marcada para amanhã e que vai contar com drones. A PSP vai afinal permitir o uso desta tecnologia na manifestação em Lisboa. É um recuo na decisão que tinha sido tomada esta noite. A Autoridade Aeronáutica Nacional tinha proibido o levantamento de drones na zona do Rossio entre o meio-dia de amanhã e a manhã de domingo, alegando razões de segurança. Agora volta atrás na decisão. Num comunicado enviado às redações, a PSP explica que o uso de drones vai ser permitido, mas apenas pelos órgãos de comunicação social que peçam autorização para tal à polícia. A PSP esclarece ainda que esta medida não visa limitar a liberdade de informação, nem o trabalho de comunicação social, serve apenas para salvaguardar as condições de segurança. O comandante do Comando Metropolitano de Lisboa, da PSP, garante que a polícia vai privilegiar o diálogo nas manifestações de amanhã no Rossio. José Elias assegura ao Observador que a atuação das forças de segurança vai dar prioridade à comunicação permanente com os manifestantes e afirma que não existem linhas vermelhas pré-definidas para uma intervenção policial. Ainda assim, José Elias garante que todas as formas de ação da polícia estão em cima da mesa. Quanto à presença de tendas, que são esperadas amanhã após o protesto, o comandante do Comando Metropolitano de Lisboa diz que só vão ser toleradas como elemento simbólico e deixa já o aviso que depois da meia-noite e meia, os manifestantes vão ter de desmobilizar e desmontar as tendas. Ainda sobre as manifestações marcadas para amanhã, o ministro da Administração Interna apela à tranquilidade. Luís Neves assegura que não põe em causa o direito à manifestação do povo, mas admite que espera que decorram dentro da normalidade e da legalidade. Isto sobre as manifestações.
Que haja toda a tranquilidade, que é isso que deve suceder. Toda a tranquilidade, todo o respeito pela manifestação, todos os direitos pelos motivos que estão subjacentes às manifestações. Foi o que eu ali disse, tenho andado a dizer isto há vários dias. Por isso, espero que tudo decorra dentro da normalidade e dentro da legalidade.
Palavras de Luís Neves aos jornalistas nos Passos Perdidos do Parlamento, após ter sido ouvido na Assembleia da República, no âmbito da discussão do Orçamento de Estado para o próximo ano. O governo prevê que o financiamento do INEM aumente em mais de € 100 milhões do que era previsto no próximo ano. São os números que constam da nota explicativa do Ministério da Saúde sobre a proposta de Orçamento de Estado para 2027. No total, o INEM deve receber € 313 milhões de financiamento, o que significa um acréscimo de 117 milhões face a este ano. O valor corresponde às taxas que o INEM pretende receber das apólices de seguro, que é superior aos quase € 200 milhões de execução estimados para este ano. O documento explica também que o aumento é sustentado na expectativa de alargamento da obrigatoriedade de contração de apólices na habitação e na cobertura dos riscos em catástrofe. Ainda na saúde, a ministra Ana Paula Martins diz que o novo quadro de referência para o SNS vai ser assinado nos próximos dias. Ana Paula Martins esteve a ser ouvida esta noite no Parlamento. Durante a intervenção inicial, a ministra anunciou que a autonomia das Unidades Locais de Saúde vai ser reforçada com os novos instrumentos de gestão e sublinha que já foi dado o quadro global 2027-2029 para o Serviço Nacional de Saúde.
O debate do SNS exige discutir financiamento, mas exige também exigência na gestão
Depois do quadro global de referência 26-28, já acordamos o quadro global 27-29, que será assinado nos próximos dias, e também os termos de referência para a contratualização de 27. Nos próximos dois meses, a direção executiva concluirá os planos de desenvolvimento organizacional das Unidades Locais de Saúde e dos IPO para que 2027 comece com os instrumentos de gestão alinhados. É assim que se reforça a autonomia das ULS, com regras claras, objetivos conhecidos desde o primeiro dia do ano e responsabilização pelos resultados.
Ana Paula Martins diz ainda que a maior dificuldade no SNS é o acesso a cirurgias no tempo devido e garante que o governo tem em conclusão o SINAC, que vai entrar em funcionamento no início do próximo ano.
É preciso dizer que o maior problema que hoje enfrentamos, temos que aqui o admitir de uma maneira séria, é o acesso à cirurgia a tempo e horas, devido à pressão assistencial ser enorme, sendo que a resposta não consegue ainda superar a procura. O governo tem em conclusão um novo sistema de acesso a consultas e cirurgia, o SINAC, que está previsto o início de funcionamento em janeiro de 27. É um sistema importante, é um sistema que tem vários procedimentos, mas que naturalmente temos que estar muito atentos àquilo que tem acontecido, sobretudo no ano 2026.
Palavras da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que esteve a ser ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública conjunta com a saúde. O presidente da República, António José Seguro, promulgou as mudanças no IVA dos combustíveis e dos impostos especiais de consumo, uma medida que alarga a tributação a mais revendedores e reforça o controle no setor petrolífero. António José Seguro alertou ainda para a eventual falta de uma formalidade prévia junto de Bruxelas, mas deu o aval final após o governo garantir que vai pedir essa autorização necessária à Comissão Europeia. O preço do gasóleo vai aumentar na segunda-feira, mas a gasolina vai descer. Os valores foram avançados hoje pela ANAREC, a Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis. A gasolina simples 95 deve baixar dois cêntimos e meio para um preço de €2,03 por litro. Já o preço do gasóleo aumenta dois cêntimos por litro, com o valor, na segunda-feira, na casa dos €2,19. Estes valores podem, ainda assim, mudar conforme os postos revendedores de combustíveis. No desporto, o Sporting venceu o Casa Pia por 2x0, no arranque da décima jornada da Primeira Liga. Pedro Lima e Jêny Catamo marcaram os gols da equipe leonina, que está de regresso aos triunfos no campeonato. Para trás ficou a derrota com o Académico de Viseu em Alvalade. Após o final da partida em Rio Maior, Rui Borges falou num triunfo justo por parte do Sporting e de uma equipe que não estava nervosa. Sublinha também o treinador do Sporting que o resultado podia até ter sido mais expressivo.
Eu penso que poderíamos ter feito mais gols. Tão simples quanto isso. Poderíamos ter deixado o jogo mais pro nosso lado nesse sentido. Um a zero acaba sempre pelo adversário acreditar até o fim. Acabamos com o bloco um bocadinho mais baixo, mas o Casa Pia não nos criou qualquer lance perigoso. Tem bolas paradas, mas mesmo assim fomos muito competentes, muito coesos. E o Casa Pia sempre à procura, sempre a tentar equilibrar o jogo, mas penso que tivemos várias oportunidades para fazer o dois a zero muito mais cedo. Não o fizemos. E lá está, o adversário acaba sempre por acreditar até o fim. Nesta parte final, meteu dois homens da área com poder físico diferente, mas mesmo assim a equipe esteve muito bem.
A reação de Rui Borges à vitória do Sporting frente ao Casa Pia por 2x0. Aqui um registro na flash interview da Sport TV. Do lado do Casa Pia, o treinador adjunto, Alexandre Santana, elogiou a equipe por nunca ter abandonado o jogo e ter estado sempre à procura de conseguir o empate e diz que essa atitude tem agora de ser uma constante para o Casa Pia.
Se há uma coisa que não faltou hoje foi a nossa capacidade de chegar à frente e de encostar o Sporting lá atrás, sermos muito competitivos e, acima de tudo, sermos muito corajosos. Cada vez mais olhamos para este ADN, é algo que queremos que esteja sempre vivo, bem vivo dentro da presença de todo o grupo. E hoje, olhando para esta segunda parte, para este crescimento que temos tido dia após dia, jogo após jogo, estamos não satisfeitos com o resultado, como é óbvio, mas muito satisfeitos com aquilo que fizemos ali dentro. E depois, mais do que isso, é sentir que os jogadores sentem isso mesmo e que não abandonam essa ideia de vitória a cada minuto que passa no jogo.
A reação do treinador adjunto do Casa Pia, Alexandre Santana, à derrota frente ao Sporting por 2x0 na décima jornada do campeonato. Os Leões estão de regresso aos triunfos na Primeira Liga. Notícia de fecho do Jornal da Meia-Noite. A informação volta a ser atualizada quando for meia-noite e meia, já com edição da Maria Miguel Marques.
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