CNN TürkFenerbahçe’de sol kanadın yeni yüzü: Archie BrownPunchBayelsa Electoral Commission suspends LG poll process over court caseThe Jerusalem PostTurkey unearths rare statues of Roman Emperor Hadrian, Empress Sabina in ancient Mediterranean cityDaily MaverickThe man with ‘no filter’: The second coming of Pitso Mosimane to Bafana BafanaRai NewsColpita nave iraniana nello Stretto di Hormuz: un morto. Emergenza in Yemen: migliaia in fugaNHK 社会中部電力 林社長 勝野会長が辞意固める データ不正を受け引責InquirerFinal day of 2026 bar exams kicks offANSAA Villa Verdi Giuli ricuce con Muti: "Presto si vedranno i cantieri"VilaWebÒmnium demana que s’investiguin les detencions arbitràries dels Mossos durant la DiadaNU.nlKind overleden door ongeluk op afrit A28 bij Beilen, vier anderen gewondAnadolu AjansıEski MİT görevlisi Kaşif Kozinoğlu'nun ölümüyle ilgili 3 şüpheli tutuklandıThe Sydney Morning HeraldRoosters go down but Nawaqanitawase magic breathes life into their season
The Daily Newsstand · Free, Always
Sunday, September 13, 2026

Sua coluna paga a conta do home office? Veja o que pode estar te sabotando

Translate

O escritório encolheu até caber em casa, mas a jornada se alongou. Mesa improvisada, notebook abaixo dos olhos, celular sempre à mão e reuniões sem deslocamento criaram uma rotina em que o corpo permanece quase imóvel por horas. O resultado aparece nos consultórios: dor lombar, rigidez cervical, tensão nos ombros e cefaleia.

Por que a dor não é só “má postura”

O problema tem dimensão coletiva. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2025, a dorsalgia foi a principal causa individual de benefício por incapacidade temporária no Brasil, com 237.113 concessões; os transtornos dos discos intervertebrais vieram em seguida. Os números ajudam a dimensionar o impacto da saúde da coluna sobre trabalhadores e empresas.

Leia Mais

Seria simplista culpar apenas a “má postura”. A dor da coluna raramente nasce de um único fator. Tempo prolongado sentado, pouca variação de posição, sedentarismo, baixa capacidade muscular, sono insuficiente e estresse podem se somar.

Uma revisão sistemática de 2025, com 25 estudos e mais de 43 mil pessoas, encontrou associação entre comportamento sedentário e maior chance de dor cervical, sobretudo entre trabalhadores e conforme aumentavam as horas de exposição. Isso não significa que ficar sentado inevitavelmente cause dor. O corpo tolera diferentes posições; o que costuma pesar é permanecer tempo demais na mesma, sem recuperação nem preparo físico.

Ergonomia ajuda, mas o movimento é o que sustenta

A ergonomia ajuda, mas não funciona como vacina isolada. Nenhuma cadeira compensa oito horas de imobilidade. O monitor deve ficar à frente, próximo à altura dos olhos; os pés precisam de apoio; teclado e mouse devem permitir ombros relaxados. O notebook usado por muitas horas merece suporte, teclado e mouse externos. Mais importante é variar, levantar-se regularmente, caminhar alguns minutos, alternar tarefas e mudar de posição antes que o desconforto se acumule.

Alongamentos podem aliviar a rigidez, mas a prevenção mais consistente exige movimento e capacidade. Exercícios de força para tronco, quadris e cintura escapular, combinados à atividade aeróbica, aumentam a tolerância às demandas do trabalho. O programa deve ser progressivo e individualizado, não uma lista genérica de exercícios “corretivos”.

Na dor persistente, educação, manutenção das atividades possíveis e exercício orientado estão entre as estratégias recomendadas pelas diretrizes. Um ensaio clínico publicado no The Lancet mostrou que um programa individualizado de caminhada e educação prolongou o tempo sem recorrência de lombalgia.

Ressonância: quando faz sentido investigar

E quando pedir ressonância magnética? Na maioria das dores lombares ou cervicais recentes, sem sinais de alerta, a imagem não é o primeiro passo. Protrusões, desgaste discal e artrose também são frequentes em pessoas sem dor; encontrá-los não comprova que sejam a origem dos sintomas. Exames precoces raramente mudam a conduta inicial e podem gerar preocupação e tratamentos desnecessários.

A imagem ganha importância quando há suspeita de fratura, infecção, tumor ou doença inflamatória; após trauma relevante; diante de febre, perda de peso inexplicada, histórico de câncer, imunossupressão ou uso prolongado de corticoide; e na presença de perda progressiva de força, alterações urinárias ou intestinais, perda de sensibilidade perineal ou outros déficits neurológicos. Também pode ser indicada quando a dor irradiada e a limitação persistem apesar do tratamento, e o resultado pode mudar a decisão clínica.

A melhor estação de trabalho não é aquela em que o corpo permanece “perfeitamente alinhado”, mas a que permite conforto e mudança. A coluna não foi feita para viver imóvel nem deve ser tratada como frágil. Ergonomia organiza o ambiente; pausas interrompem a sobrecarga; exercício constrói capacidade. Proteger a coluna no trabalho remoto é devolver movimento à rotina e autonomia à pessoa.

Vale a pena uma autoavaliação: algumas mudanças de hábito vão te ajudar a viver uma vida com mais qualidade, saúde e movimento.

*Texto escrito por João Douglas Gil - CREFITO-3 13.198-F - Fisioterapeuta e Head de Fisioterapia da Brazil Healt, 

View the original on CNN Brasil

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.