Procurado há 30 anos por assassinato no ES é encontrado pela polícia por ser pai de 'Fábio Júnior'
Mandado de prisão indicava outro nome para Antônio Carlos Madeira, que confessou crime ocorrido em 1996.
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Um homem procurado há 30 anos por assassinato foi preso nesta segunda-feira (28) em Ibitirama. A polícia o localizou após rastrear o nome de seu filho.
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A investigação começou após a Polícia Civil identificar dados inconsistentes de um procurado por homicídio ocorrido em 2 de novembro de 1996, na mesma região.
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O mandado de prisão antigo indicava o nome de Antônio Neres Madeira. No entanto, buscas apontaram que o nome correto do suspeito era Antônio Carlos Madeira.
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Os investigadores analisaram o processo judicial e encontraram o nome do filho do suspeito, "Fábio Júnior". O parentesco foi confirmado pelo nome da mãe de Fábio.
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Antônio confessou o crime e explicou que não possuía o sobrenome "Neres". O g1 não localizou a defesa de Antônio Carlos até a publicação.
Polícia Civil do Espírito Santo. Viatura da polícia (PC) — Foto: Divulgação/PC-ES
O nome de um filho registrado como o de um famoso, 'Fábio Júnior', ajudou a encontrar um suspeito foragido há 30 anos. A prisão do foragido aconteceu nesta segunda-feira (28) em Ibitirama, na Região Sul do Espírito Santo.
Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram quando foram encontradas inconsistências nos dados de um homem procurado por um homicídio qualificado ocorrido em 2 de novembro de 1996, em Ibitirama, na mesma região.
Inicialmente, o mandado de prisão indicava o nome de Antônio Neres Madeira, filho de Thereza Cosaquevite Madeira e Gerônimo Neres.
Entretanto, pesquisas em bancos de dados apontaram que a mulher indicada, na verdade, era mãe de Antônio Carlos Madeira. A data de nascimento dele e outras informações também eram compatíveis com os dados apurados pela polícia.
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Os investigadores então verificaram novamente as informações do processo judicial e se depararam com o nome do filho de Antônio Carlos Madeira, chamado Fábio Júnior. O parentesco foi confirmado a partir do nome da mãe de Fábio.
Após a confirmação da identidade, a Polícia Civil encontrou o endereço atual do procurado e ele foi preso. Ao ser levado à Delegacia de Ibatiba, ele confessou a autoria do assassinato. No entanto, a polícia não divulgou detalhes sobre o crime ocorrido em 1996.
Durante o interrogatório, Antônio confirmou que não possuía o sobrenome paterno “Neres”, esclarecendo a divergência entre o nome que constava no antigo mandado e sua verdadeira identidade.
O g1 não localizou a defesa de Antônio Carlos até a publicação desta reportagem.
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