Antes de ser morta em tentativa de estupro, estudante enviou áudios reclamando de visitas constantes de 'menino'
Antes de sofrer uma tentativa de estupro e ser morta a facadas, a estudante universitária de Londrina (PR) Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, 21, enviou áudios a um amigo em que relatou incômodo pelas visitas constantes de um "menino" na academia onde ela trabalhava e que ainda seria inaugurada.
Os áudios foram enviados dias antes de ela ser assassinada, em 11 de setembro, no estacionamento da academia.
A investigação da Polícia Civil do Paraná aponta que a pessoa que ela se refere nas mensagens seria Gabriel de Andrade, 21, que está preso suspeito de ter cometido o crime.
A reportagem tentou contato com a advogada Rafaela Vainer, responsável pela defesa de Gabriel, através de mensagem de WhatsApp, às 18h desta quinta-feira (17), mas não teve resposta.
A existência dos áudios foi revelada pelo portal G1 nesta quinta-feira (17). À Folha a Polícia Civil confirmou que os arquivos constam nos autos do inquérito.
"Os elementos obtidos até o momento permitem identificar a pessoa referida neles [nos áudios] como sendo o mesmo indivíduo que foi preso pelo feminicídio", diz a Polícia Civil em nota.
Nos áudios, a estudante universitária conta a um amigo que o menino já havia ido várias vezes à academia alegando que desejava conhecer o local e também para perguntar sobre vagas de emprego.
A suspeita da polícia é que o crime tenha sido premeditado, já que o suspeito conhecia o local e havia tido contato com pessoas da academia. As investigações seguem em andamento na Delegacia da Mulher.
A estudante morreu esfaqueada ao reagir a uma tentativa de estupro no estacionamento da academia. O homem se aproximou da vítima quando ela entregava panfletos na rua com informações sobre o funcionamento do estabelecimento.
Após o crime, o suspeito fugiu, mas depois foi abordado por agentes.
Inicialmente, ele disse que tinha sido vítima de um assalto. Após o corpo de Thaissa ser encontrado, ele confessou o crime e foi preso em flagrante, segundo a Polícia Militar.
Thaissa estudava nutrição na UniFil (Centro Universitário Filadélfia). Em nota, a instituição afirmou que ela "deixará saudades e será lembrada com carinho por todos que tiveram a oportunidade de compartilhar sua trajetória acadêmica e sua presença em nossa comunidade".
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.