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Wednesday, September 23, 2026

Gal Leite propõe que políticos utilizem o SUS e defende fim das 'OSs' na saúde pública do Pará

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"A gente propõe que todo político tenha que usar o SUS, porque não é certo que eles votem o orçamento mínimo para a saúde e depois eles tenham um plano de saúde milionário, que dura a vida inteira, enquanto nós, a população, não conseguimos atendimento de qualidade", afirmou.

Gal Leite participou de um ato de campanha em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), no bairro do Marco, em Belém. Acompanhada de apoiadores, a candidata discursou, distribuiu panfletos e conversou com pedestres, motoristas e servidores públicos que passavam pelo local durante a manhã.

Para Gal Leite, a obrigatoriedade do uso do sistema público por agentes políticos teria impacto direto na qualidade do serviço prestado à população.

"Nós acreditamos que, se todo político utilizar o SUS, com certeza vai melhorar o atendimento, porque eles não vão querer ficar numa fila esperando a morte chegar, como nós às vezes ficamos sem conseguir um especialista", completou.

Durante a agenda, a candidata também apontou a concentração de atendimentos na capital paraense como um dos problemas a serem enfrentados pela gestão estadual.

"Todos os anos tem cortes na saúde. E a gente vê, por exemplo, no nosso estado, apesar de ter sete hospitais regionais, a maioria dos atendimentos se concentra aqui na capital. E aí fica uma superpopulação esperando por exames que às vezes levam seis a oito meses, e exames para doenças que não podem esperar", declarou.

Gal Leite propõe que políticos utilizem o SUS e defende fim das 'OSs' na saúde pública do Pará. — Foto: Reprodução/TV Liberal

Para solucionar os problemas de atendimento e otimizar a aplicação de recursos, Gal Leite propõe a substituição progressiva de empresas terceirizadas e contratos temporários por servidores concursados, com a realização de concursos públicos periódicos.

A candidata também defendeu a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e a destinação de recursos para a saúde mental.

"A proposta básica é criar um estado forte, fazer concurso público, tirar das OSS a questão da saúde, cuidar da saúde mental. Há poucos Centros de Atenção Psicossocial aqui no nosso estado e precisamos tirar também das comunidades terapêuticas o dinheiro que era para ser investido em saúde mental", ressaltou.

Ao final do ato, a candidata reforçou o compromisso com a reestruturação da saúde pública estadual caso seja eleita.

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