Decisão de incluir drogas no PIB segue ONU e já é feita na Europa

As estatísticas macroeconômicas, incluindo a estrutura integrada das contas nacionais, abrangem todos os fenômenos econômicos, independentemente de serem ilegais ou legais. Ações ilegais que se enquadram nas características de uma transação (notadamente a característica de que há acordo mútuo entre as partes) são, portanto, tratadas da mesma forma que ações legais.
A produção ou o consumo, incluindo exportações e importações, de determinados bens ou serviços, como entorpecentes, pode ser ilegal, mas as transações de mercado envolvendo esses bens e serviços devem ser registradas nas contas.
Sistema de Contas Nacionais (ONU), 2025
UE inclui atividades ilícitas no PIB desde 2014
Comércio de drogas, contrabando de tabaco e álcool e prostituição ilegal fazem parte de estimativas do PIB de países da União Europeia há mais de uma década (confira aqui e aqui).
Em 2018, a Eurostat publicou um "Manual para a compilação de estatísticas sobre atividades econômicas ilegais nas contas nacionais e no balanço de pagamentos" (veja aqui) com o objetivo de orientar sobre os conceitos e definições de atividades econômicas ilegais, estruturas metodológicas para a compilação de dados, além de fontes e técnicas estatísticas para o registro das atividades econômicas ilegais.
Atividades ilegais no PIB servem para quê?
Segundo especialistas consultados pelo UOL Confere, a inclusão de estimativas de atividades ilegais no PIB deve servir para orientar governos no desenvolvimento de políticas públicas sobre o impacto econômico e social desses mercados e para ações que possam aumentar a arrecadação de impostos.
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