SemaClique: nova caneta emagrecedora chega às farmácias a partir de R$ 333; veja como funciona
A Brace Pharma, farmacêutica do Grupo EMS, começa a vender nesta sexta-feira, 6, o SemaClique, medicamento injetável à base de semaglutida aprovado para o tratamento do diabetes tipo 2. Segundo a empresa, o produto chega às farmácias por R$ 464,81 a unidade, com preço de R$ 333 por caneta na compra de três unidades.
O lançamento amplia a oferta de medicamentos com semaglutida no Brasil após o encerramento da patente da molécula, em março deste ano. A substância também é o princípio ativo do Ozempic e do Wegovy, desenvolvidos pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.
Embora integre a categoria conhecida como “canetas emagrecedoras”, o SemaClique tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar diabetes tipo 2, associado a mudanças na alimentação e à prática de atividades físicas. A compra exige receita médica em duas vias.
A aprovação ocorreu em agosto, ao lado de outras versões de semaglutida que chegaram ao mercado brasileiro após o fim da exclusividade da Novo Nordisk. O medicamento é um similar do Ozivy, da EMS, primeira alternativa à base da substância autorizada no país nesse novo cenário.
Em nota, Marcelo Neri, diretor executivo do Grupo EMS responsável por Brace Pharma, Ofta e USK, afirma que o fim da patente abriu espaço para a entrada da companhia na categoria.
“Mais do que entrar em uma categoria de alto crescimento, vimos a oportunidade de ampliar o acesso a uma molécula já consolidada na prática clínica, combinando produção nacional e a nossa experiência em medicamentos de prescrição”, diz.
Como funciona o ajuste de doses?
O SemaClique permite selecionar as doses por meio de cliques na caneta. Segundo a Brace Pharma, o mecanismo reúne diferentes dosagens em uma mesma apresentação, o que dispensa a compra de outra versão do produto a cada ajuste prescrito pelo médico.
A empresa apresenta esse formato como uma forma de facilitar o uso e reduzir os custos ao longo do tratamento. A proposta, de acordo com Neri, é diminuir a complexidade da rotina do paciente.
“O paciente já lida com rotinas complexas e custos elevados. Nossa preocupação é facilitar essa jornada, tornar a adesão menos confusa e mais viável”, afirma o executivo.
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