Tenente-coronel réu por feminicídio fala por mais de 7 h em interrogatório

O UOL apurou que Rosa Neto chegou a declarar que falaria por oito horas e que começou a falar efetivamente sobre o dia da morte de Gisele por volta das 17h30, após quase quatro horas de declarações. O interrogatório é sigiloso e não tem o conteúdo disponibilizado pela Justiça. Rosa Neto poderia permanecer em silêncio e não responder às perguntas, caso desejasse, conforme expresso no Código de Processo Penal, mas optou por dar sua versão do caso.
Tenente-coronel chegou ao Fórum por volta das 12h45. Ele estava em uma van com película de controle solar e escoltado por uma viatura, ambas com a marcação do Presídio Militar Romão Gomes, onde o réu está detido.
Procedimento foi adiado por três vezes pelo TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Inicialmente, o interrogatório estava previsto para ocorrer em 3 de julho. As alterações ocorreram, entre outros motivos, após a defesa do tenente-coronel pedir a complementação do laudo pericial realizado pelo Instituto de Criminalística e a perita responsável pedir mais tempo para a conclusão do documento. Para a família de Gisele, os pedidos foram táticas para que o caso caísse no esquecimento.
O interrogatório ocorre após o encerramento da oitiva das testemunhas, finalizada no início de julho. No total, 30 pessoas foram ouvidas — depoentes de acusação e de defesa. Inicialmente, a previsão era de 40 testemunhas falarem, mas a defesa do réu abriu a mão de ouvir algumas pessoas. O UOL apurou que, entre 21 testemunhas de acusação que prestaram depoimento nos três primeiros dias de audiência, apenas uma delas fez declarações com a presença do tenente-coronel na sala.
Ao final do interrogatório, a juíza abrirá o prazo para o Ministério Público e a defesa se manifestarem, por escrito, no processo. Depois, Carreiro decidirá se pronunciará o réu, ou seja, se ele será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri ou não. Em caso positivo, se desejar, a defesa do acusado poderá recorrer da decisão.
Relembre o caso

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